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Mutilação genital feminina passa a ser crime no Sudão

Governo de transição também passou a permitir que as mães viagem com os filhos sem a autorização dos pais.

16 de julho de 2020 às 17:02

O Governo de transição do Sudão aprovou a criminalização da mutilação genital feminina, descriminalizou parcialmente a prostituição e passou a permitir que as mães viagem com os filhos sem a autorização dos pais.

Este conjunto de medidas foi muito aplaudido pelos activistas dos direitos das mulheres e é um passo muito importante para acabar com a opressão contra as mulheres que se faz sentir naquele país africano.

A partir de agora, a mutilação genital feminina passa a ser considerada crime e pode ser punida com uma pena de até três anos de prisão. Quanto à clínica ou o local onde a mutilação ocorrer, também passa a incorrer na possibilidade de ser encerrado.

Este anúncio chega mais de um ano depois da queda do regime de Omar al-Bashir, que esteve à frente do país durante 30 anos e que em 2015 tinha rejeitado uma lei contra o corte genital feminino.

No Sudão, esta prática ainda é vista como um ritual de passagem para a vida adulta e, de acordo com a Nações Unidas, nove em cada 10 mulheres sudanesas foram submetidas a esta prática.

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