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Netanyahu alega questões de segurança para vetar entrada de Patriarca no Santo Sepulcro

Governante adiantou ainda que as forças de segurança estão a elaborar um plano para que os líderes religiosos possam celebrar no Santo Sepulcro "nos próximos dias".

29 de março de 2026 às 15:56

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alegou este domingo questões de segurança para justificar a decisão da polícia de impedir o Patriarca Pizzaballa de entrar na Igreja do Santo Sepulcro.

"Hoje, com particular preocupação com a sua segurança, a polícia de Jerusalém impediu o Patriarca Latino, Cardeal Pizzaballa, de celebrar a missa na Igreja do Santo Sepulcro. Mais uma vez, não houve qualquer má intenção", afirmou Netanyahu, na rede social X (antigo Twitter).

O governante adiantou ainda que as forças de segurança estão a elaborar um plano para que os líderes religiosos possam celebrar no Santo Sepulcro "nos próximos dias".

Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro indicou que os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém continuam encerrados devido à guerra com o Irão.

Em causa estão o Monte do Templo (muçulmanos), o Muro das Lamentações (judeus) e o Santo Sepulcro (cristãos).

Segundo Netanyahu, o Irão atacou "repetidamente" os locais sagrados, fazendo referência aos destroços de um míssil intercetado, que caiu em Medina, a 400 metros do Monte do Templo e do Muro das Lamentações.

A polícia israelita impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem no local sagrado para celebrarem a missa do Domingo de Ramos, "pela primeira vez em séculos", afirmou o Patriarcado Latino.

"Ambos foram detidos no caminho, enquanto se deslocavam a título privado [...], e foram obrigados a voltar para trás", indicou o Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, liderado por Pierbattista Pizzabala, num comunicado conjunto.

"Consequentemente, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro", acrescentaram, numa altura em que Israel encerrou todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém Oriental, invocando razões de segurança.

Para as autoridades religiosas, este impedimento "constitui um grave precedente" e "demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam o olhar para Jerusalém".

No início da ofensiva conduzida pelos Estados Unidos contra o Irão, em 28 de fevereiro, as autoridades israelitas proibiram grandes ajuntamentos, incluindo nas sinagogas, igrejas e mesquitas, limitando as reuniões públicas a cerca de 50 pessoas.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a decisão da polícia israelita e destacou um "preocupante aumento das violações ao estatuto dos lugares santos de Jerusalém".

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