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De 'Diddy' à ex-companheira de Epstein: Nicolás Maduro aguarda julgamento na cadeia dos presos famosos

Maduro aguarda julgamento em cadeia com condições precárias. Líder venezuelano deverá ir a tribunal na segunda-feira.

04 de janeiro de 2026 às 20:15

Foi no Centro de Detenção de Brooklyn, uma cadeia federal em Nova Iorque, que Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, passaram a primeira noite, depois de chegarem aos EUA, ao final da tarde de sábado. É neste estabelecimento prisional, conhecida por condições difíceis, incluindo superlotação e infraestruturas deficientes, onde não há aquecimento, que vai ficar enquanto espera para ir a julgamento. É também nesta cadeia, onde estão atualmente 1336 presos, que estão detidos o rapper Sean ‘Diddy’ Combs e Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, e por onde passaram Ghislaine Maxwell, a ex-companheira do predador sexual Jeffrey Epstein, e o narcotraficante Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán, chefe do Cartel de Sinaloa, que ficou ali detido antes de ser condenado a prisão perpétua por tráfico de drogas e outros crimes. 

As celas são monitorizadas 24 horas por dia, o contacto com o mundo exterior é bastante restrito e as visitas seguem protocolos rigorosos.

Ainda não está definido se Maduro ficará numa área reservada exclusivamente para si. Certo é que permanecerá separado da mulher.

Algemado, de fato de treino, gorro, meias brancas e chinelos, foi assim que o Presidente da Venezuela surgiu nas primeiras imagens após ser detido. O líder venezuelano, de 63 anos, desembarcou do avião militar Boeing 757 que o levou para Nova Iorque, rodeado de dezenas de operacionais da Agência Antidrogas dos EUA, agentes do FBI e elementos de outras forças de segurança norte-americanas. Cumprimentou-os com um “Boa noite, feliz Ano Novo”, em inglês.

Nicolás Maduro deverá comparecer, esta segunda-feira, no Tribunal Federal de Manhattan, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os EUA, crimes relacionados com armas automáticas, raptos e homicídios. A acusação envolve igualmente a sua mulher, Cilia Flores, o seu filho (de uma relação anterior) e ministro do Interior da Venezuela.

O líder venezuelano já tinha sido formalmente acusado em 2020 pelo Ministério Público para o distrito sul de Nova Iorque, que no sábado apresentou novas acusações junto do mesmo tribunal.

Maduro e a mulher não deverão ser libertados mediante caução. O juiz está escolhido. Alvin Hellerstein, de 92 anos, que supervisiona o caso há mais de uma década.

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