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Correio da Manhã

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Novo delator diz que Dilma "sabia tudo"

Depoimento refere-se a negócio que deu prejuízo de 792 milhões.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 26 de Novembro de 2015 às 21:36
Dilma Rousseff é a atual presidente do Brasil
Dilma Rousseff é a atual presidente do Brasil FOTO: Ueslei Marcelino/Reuters

Um novo preso por envolvimento nos desvios milionários descobertos na petrolífera brasileira Petrobrás afirmou em depoimento ainda secreto que a presidente Dilma Rousseff conhecia, na totalidade, um dos mais suspeitos negócios feitos por aquela empresa pública, que gerou um prejuízo astronómico de 792 milhões de dólares.

O depoimento faz parte do acordo de delação premiada feito pelo ex-director da área internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, que passou a colaborar com a justiça em troca da redução de pena.

No seu depoimento, Cerveró diz que Dilma "sabia de tudo" sobre o negócio que foi a compra pela Petrobrás da Refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006, e que "acompanhou de perto" todo o processo. Ainda segundo Cerveró, Dilma, que nessa altura era ministra da Casa Civil do segundo governo de Lula da Silva e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, reuniu-se várias vezes com este para se inteirar de todos os detalhes do negócio.

Esta acusação contraria a versão apresentada no ano passado por Dilma, de que diretores da Petrobrás não lhe deram detalhes e dados que a alertassem sobre os elevadíssimos riscos da operação, que só foi concretizada depois de a então ministra autorizar.

De acordo com um relatório do Tribunal de Contas, a compra de Pasadena deu um prejuízo direto aos cofres da Petrobrás de 792 milhões de dólares, segundo o qual esse dinheiro, ou boa parte dele, foi desviado para corrupção.

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