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ONG acusa Governo moçambicano de impotência perante a África do Sul

Na passada terça-feira desconhecidos incendiaram um furgão com matrícula sul-africana.

13 de março de 2023 às 12:38

O Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), organização não governamental (ONG), acusou esta segunda-feira o Governo moçambicano de ser "incapaz de pressionar" a África do Sul para acabar com ataques a viaturas moçambicanas, alertando para o risco de "retaliação" popular.

O CDD observa, em comunicado, que o executivo tem demonstrado uma "manifesta incapacidade de pressionar as autoridades da África do Sul a resolverem o problema de insegurança" provocada por desconhecidos nas estradas.

Nesse sentido, aquela ONG assinala que era "previsível" que houvesse uma retaliação em Moçambique contra o incêndio de viaturas moçambicanas na África do Sul, como diz ter acontecido há uma semana, no distrito de Matutuíne.

No dia 07, desconhecidos incendiaram um furgão com matrícula sul-africana junto à de Boa Vista, após mandarem os passageiros descerem.

O CDD assinala que os transportadores moçambicanos se sentem abandonados pelas autoridades, porque "pelo menos 14 viaturas" já sofreram atos de "vandalização" na África do Sul.

"Porque as vítimas se sentem abandonadas pelo Governo, começam a surgir sinais preocupantes de retaliação e de justiça pelas próprias mãos", diz-se ainda no comunicado.

Além de se mostrar incapaz de pressionar Pretória para o restabelecimento da ordem no corredor rodoviário Maputo -- Durban, o Governo moçambicano não tem sido comunicativo em relação à violência neste troço, nota o CDD.

Na última semana, o presidente da Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (Fematro), Castigo Nhamane, disse à Lusa que os operadores suspenderam o transporte de passageiros entre Maputo e Durban, devido à insegurança no trajeto. 

"Nós suspendemos as nossas atividades" e aguarda-se uma reunião com operadores sul-africanos, afirmou Nhamane.

Aquele dirigente associativo afirmou que os transportadores moçambicanos estão a levar passageiros até à fronteira da Ponta de Ouro, sem entrar na África do Sul, e que os transportadores sul-africanos também deixaram de entrar em Moçambique, deixando os passageiros na travessia.

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