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Afinal, George W. Bush estava certo quando denunciou no Congresso a ligação entre a al-Qaeda e Saddam Hussein. A ligação existia, efectivamente, mas não era aquela a que Bush se referia.
A verdadeira ligação entre Osama bin Laden e o ditador iraquiano era o extinto Banco de Crédito e Comércio Internacional (BC-CI), cuja falência fraudulenta no início dos anos de 1990 expôs uma intrincada teia de lavagem de dinheiro, corrupção, tráfico de droga e de armas espalhada por vários países. Está tudo explicado no livro ‘A Game as Old as Empire”, recém publicado nos EUA, que inclui as ligações do BCCI à CIA e até à própria família Bush...
O encerramento do BCCI, em 1991, com o desaparecimento de entre dez e 15 mil milhões de dólares, foi na altura considerado como o maior escândalo bancário de sempre. Muito foi escrito desde então sobre o caso e sobre os negócios escuros para os quais o banco serviu de fachada durante as cerca de duas décadas em que operou. Da lavagem de dinheiro ao financiamento de regimes corruptos e grupos terroristas, aquele que em tempos foi conhecido como o banco da CIA foi palco de todo o género de negociatas mais ou menos obscuras, muitas das quais permanecem ainda por esclarecer ou investigar, em parte graças às tentativas de encobrimento de antiga administração Bush (pai).
Num capítulo do novo livro ‘A Game as Old as Empire’ (editora Barret-Koehelr, São Francisco), a jornalista Lucy Komisar descreve as ligações entre o BCCI, os serviços secretos norte-americanos, a família real saudita, o regime de Saddam Hussein, a al-Qaeda e a família Bush, nomeadamente – e de acordo com um excerto assinado pela própria autora e publicado pelo diário espanhol ‘El Mundo’ – a forma como a CIA usou o banco para transferir verbas para os mujahedine liderados por Osama bin Laden no Afeganistão ou para apoiar o regime de Saddam Hussein na guerra contra o Irão.
O livro conta ainda como Khalid bin Mahfuz, um dos principais accionistas do BCCI, e o seu representante dos EUA, o texano James R. Bath, financiaram os desastrosos investimentos petrolíferos de George W. Bush (filho) no final dos anos de 1980. Khalid Bin Mahfouz e outro dos seus associados, Salem bin Laden (meio-irmão do líder da al-Qaeda), estariam anos mais tarde entre os accionistas da Harken Energy, que comprou a empresa Spectrum 7, que havia por sua vez adquirido a Arbusto Energy Inc, a falida empresa petrolífera do actual presidente dos EUA.
O BCCI foi fundado em 1972 pelo banqueiro paquistanês Agha Hasan Abedi, com o apoio de Zayan bin Sultan al Nahyan, xeque de Abu Dhabi e presidente dos Emirados Árabes Unidos. Rapidamente o BCCI se transformou no banco dos traficantes de droga e terroristas, com ligações conhecidas, por exemplo, a Abu Nidal.
Outro importante investidor do BCCI foi o cunhado do falecido rei Faisal da Arábia Saudita, o xeque Kamal Adham, chefe dos serviços secretos sauditas e principal contacto da CIA na região e que mantinha excelentes relações com George Bush (pai) desde os tempos deste à frente da CIA.
"FACHADA DA AL-QAEDA"
Mesmo após o encerramento compulsivo do banco, em 1991, Bin Mahfuz manteve-se ligado a actividades obscuras, como a Fundação Muwafaq, organização islâmica de caridade descrita pelo Departamento do Tesouro dos EUA como “fachada da al-Qaeda para angariação de fundos junto dos ricos empresários sauditas”.
Estas e outras revelações explosivas podem ser confirmados no livro, que denuncia ainda outros escândalos e casos de corrupção no meio da alta finança.
- 2 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) foi quanto a CIA enviou aos mujahedines de Osama bin Laden através das sucursais do BCCI no Paquistão.
- 4 mil milhões de dólares foram secretamente enviados nos anos de 1980 pelo BCCI ao regime iraquiano através da Banca Nazionale de Lavoro (Itália) para a compra de armas.
APOIO AO TERRORISMO
Um memorando secreto da CIA advertiu nos anos de 1980 para o facto de o BCCI estar “mais interessado em promover a causa islâmica do que em obter lucros”.
MILHÕES DESAPARECIDOS
Quando o banco foi encerrado compulsivamente em 1991, entre dez e 15 mil milhões de dólares desapareceram.
NEGÓCIOS ESCUROS
O terrorista Abu Nidal e o cartel de Medellín foram alguns dos fiéis clientes do BCCI, que foi também considerado o banco da CIA.
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