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Correio da Manhã

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Pai bêbado atira filha de 17 dias por cima de muro de dois metros e meio

Bebé sofreu ferimentos graves. Caso aconteceu em São Paulo, no Brasil.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 16 de Maio de 2018 às 17:57
Maus tratos podem valer pena de prisão até um ano ou pena de multa até 120 dias'
Bebé
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Bebé
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Bebé
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Uma bebé de apenas 17 dias de vida sofreu ferimentos graves ao ser atirada por cima do muro da casa onde vive e cair em cima de restos de obra na casa do vizinho, em Santa Bárbara D’Oeste, cidade pacata no interior do estado brasileiro de São Paulo. Quem atirou a recém-nascida por cima do muro foi o próprio pai, Diogo Aparecido Machado, ao chegar a casa completamente bêbado, segundo testemunhas.

Ao entrar na residência, Diogo, de 25 anos, fez questão de segurar a filha ao colo, mas a mãe da menina e namorada dele, vendo o estado em que ele estava e temendo que deixasse cair a bebé, recusou entregar-lha. Segundo a agente da Guarda Municipal Juliana Rodrigues, que atendeu ao pedido de ajuda feito pela vizinhança, testemunhas disseram que Diogo ficou furioso por a namorada não lhe dar a filha de ambos e ainda mais quando viu vizinhos, alertados pelos gritos de socorro da sua companheira, entrarem na casa.

Num imprevisto que apanhou a todos desprevenidos, sempre de acordo com os relatos feitos à Guarda Municipal, Diogo conseguiu arrebatar a bebé dos braços da mãe, correu com ela para o quintal e atirou-a por cima do muro, que tem aproximadamente dois metros e meio de altura. Foi o vizinho, Valter Gonçalves, que estava à janela alertado pelos gritos da casa ao lado, que viu a bebé cair e a socorreu, enquanto Diogo se trancava num quarto para não ser punido pelos vizinhos.

A bebé foi levada inicialmente para o Pronto-Socorro Edson Mano, em Santa Bárbara, mas devido ao seu estado foi depois transferida para o Hospital Estadual de Sumaré, outra cidade da região. Diogo foi tirado a muito custo da casa pela Guarda Municipal, foi incriminado por tentativa de homicídio qualificado e depois teve a prisão preventiva decretada, pois a juíza Camilla Marcela Ferrari Arcara, a quem foi presente, entendeu que, se ele aguardasse o julgamento em liberdade, a bebé correria elevado risco.
São Paulo Santa Bárbara D’Oeste Hospital Estadual de Sumaré Guarda Municipal Juliana Rodrigues bebé muro
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