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Parlamento aprova voto de condenação a ataque a cidadã portuguesa na Cisjordânia

Luís Montenegro, afirmou a 18 de março que o Governo fará "tudo o que tiver de ser feito" para a responsabilização do ataque a uma ativista portuguesa na Cisjordânia, que considerou "um ato absolutamente hediondo".

14 de abril de 2026 às 18:03

A Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas aprovou esta terça-feira, por unanimidade, um voto de condenação aos ataques de colonos israelitas na Cisjordânia que atingiram uma cidadã portuguesa em 13 de março.

O projeto de voto apresentado pelo Partido Socialista (PS) pedia a condenação "veementemente do ataque perpetrado por colonos israelitas contra a comunidade palestiniana de Khirbet Humsa, Vale do Jordão, na Cisjordânia".

Por outro lado, pedia a solidariedade para com "todas as vítimas, em particular com a cidadã portuguesa atingida, com os ativistas e trabalhadores internacionais e a população palestiniana afetada".

Por fim, apelava "ao respeito pelo direito internacional humanitário, à proteção das populações civis em territórios ocupados e a que as autoridades competentes" apurassem todas as "responsabilidades de forma célere e rigorosa, garantindo que os autores destes atos" não permanecessem impunes.

O deputado social democrata Carlos Silva assegurou, durante a discussão da proposta, que esta matéria "é uma prioridade" para o Governo e para o grupo parlamentar do Partido Social-Democrata (PSD).

Por seu turno, assegurou que a cidadã portuguesa se encontra em segurança e que lhe foi prestado todo o apoio na altura, nomeadamente documentação de emergência.

"A condenação de atos de violência contra nacionais é, obviamente, um dever institucional e político. A posição de Portugal no plano internacional é de condenar, obviamente, os ataques contra civis em qualquer contexto. A defesa do direito internacional humanitário é um pilar também da política externa portuguesa", indicou.

Durante o debate sobre a proposta, foi especificado pelo deputado social-democrata Carlos Silva que esta condenação era dirigida aos atos dos colonos e não ao Estado de Israel.

A deputada socialista Rosa Cruz acrescentou que esta condenação não era um "voto ideológico".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou a 18 de março que o Governo fará "tudo o que tiver de ser feito" para a responsabilização do ataque a uma ativista portuguesa na Cisjordânia, que considerou "um ato absolutamente hediondo".

"Tudo o que tiver de ser feito para a responsabilização desse ato absolutamente hediondo, terá de ser feito.  Não só por ser [uma cidadã] portuguesa, mas por se encontrar numa missão humanitária", afirmou o chefe do Governo, em resposta ao deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo.

Para Montenegro, o ataque foi "uma violação absolutamente grosseira, injustificada, inaceitável dos direitos mais elementares do ser humano".

O primeiro-ministro adiantou que a Embaixada portuguesa em Ramallah "acompanhou a situação" e a cidadã "foi retirada e encontra-se em segurança".

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