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Parlamento Europeu fez um minuto de silêncio em memória de Mário Soares

Antigo Presidente da República morreu aos 92 anos.

16 de janeiro de 2017 às 19:01

O Parlamento Europeu respeitou hoje um minuto de silêncio em memória de Mário Soares, recordado pelo presidente cessante daquela instituição, Martin Schulz, como uma "figura central" na democracia portuguesa e na adesão do país à Comunidade Europeia.

"Mário Soares opôs-se à ditadura e foi um símbolo da luta pela democracia. Enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros, primeiro-ministro e Presidente da República em Portugal, foi uma figura central na transição do país para a democracia e na adesão de Portugal à Comunidade Europeia", disse Martin Schulz, citado num comunicado do Parlamento Europeu.

Martin Schulz falava na abertura da sessão plenária do Parlamento Europeu, que começou hoje e se prolonga até quinta-feira, em Estrasburgo.

O presidente cessante do Parlamento Europeu, que esteve na terça-feira em Lisboa nas cerimónias fúnebres do antigo Presidente da República português, afirmou que Mário Soares foi "um proeminente estadista, um visionário, um reformador pragmático e um democrata fiel" e lembrou a sua atividade enquanto eurodeputado entre 1999 a 2004.

"É nosso dever honrar e defender o seu legado", concluiu.

Martin Schulz enviou, em nome do Parlamento Europeu, as condolências à família e amigos de Mário Soares, falecido a 7 de janeiro.

O fundador do Partido Socialista (PS), ex-primeiro-ministro e Presidente da República Mário Soares morreu no dia 07 de janeiro, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

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