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Partido dos Trabalhadores pede prisão para o ministro Sérgio Moro no Brasil

Pedido foi protocolado no Supremo Tribunal Federal e solicita ainda o afastamento de Moro de cargos públicos.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 26 de Julho de 2019 às 19:58
Juiz Sérgio Moro
Juiz Sérgio Moro
Sérgio Moro
Juiz Sérgio Moro
Juiz Sérgio Moro
Sérgio Moro
Juiz Sérgio Moro
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Sérgio Moro

O Partido dos Trabalhadores, PT, pediu esta sexta-feira formalmente à justiça a prisão do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que quando era juiz comandou os processos da operação anti-corrupção Lava Jato e condenou e mandou prender o ex-presidente Lula da Silva. O pedido foi protocolado no Supremo Tribunal Federal e solicita ainda o afastamento de Moro de cargos públicos.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, explicou que o pedido de prisão do ex-juiz se fundamenta em crime de abuso de autoridade que o atual ministro cometeu. Para Gleisi, esse crime está configurado no facto de o ministro da Justiça ter telefonado para as autoridades que tiveram os seus telemóveis invadidos por hackers presos terça-feira para as tranquilizar, afirmando que o conteúdo de todas as mensagens extraídas pelos criminosos seriam destruídas.

Esta semana, após a prisão dos quatro supostos hackers, várias autoridades, entre elas juízes de tribunais superiores e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado vieram a público dizer que Moro os tinha avisado de que os seus telefones tinham sido invadidos mas que todo o conteúdo extraído pelos piratas informáticos seria destruído. Na noite desta quinta-feira, porém, a Polícia Federal, que prendeu os supostos hackers e é subordinada ao próprio Moro, desmentiu o ministro, afirmando que todas as mensagens extraídas dos telemóveis de autoridades serão preservadas até que o órgão competente, a justiça, decida o que fazer com o material.

Na notícia-crime avançada esta sexta-feira, o partido de Lula da Silva argumenta que Moro não poderia ter passado informações da investigação nem mesmo as autoridades, muito menos prometido destruir as mensagens extraídas, entre as quais as atribuídas a ele próprio e que aparentemente mostram que manipulou a Lava Jato para forçar a condenação de arguidos.

A Justiça não tem prazo para decidir sobre o pedido de prisão do ministro, que analistas consideram um mero "factóide" político praticamente impossível de ser aceite.
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