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Partidos de direita e esquerda lutam por Madrid

Partido Popular aponta à maioria absoluta mas pode precisar do Vox para governar.

04 de maio de 2021 às 08:45

Após uma campanha marcada por insultos, violência e ameaças, mais de cinco milhões de madrilenos vão esta terça-feira às urnas para escolher um novo governo autonómico numas eleições cujos efeitos serão certamente sentidos a nível nacional.

As sondagens apontam para uma vitória folgada de Isabel Díaz Ayuso, mas a grande incógnita é saber se a candidata do Partido Popular conseguirá chegar sozinha à maioria absoluta ou ficará dependente da extrema-direita para governar a mais rica das comunidades autonómicas espanholas e a terceira mais populosa.

Mais que um tradicional braço de ferro entre a esquerda e a direita, as eleições em Madrid são vistas como um embate entre duas visões opostas de Espanha.

Ayuso começou por falar numa duelo entre “comunismo ou liberdade”, ao que a esquerda respondeu com um sonante “democracia ou fascismo”. A crispação da campanha refletiu-se nas ruas, com ataques a comícios do Vox e cartas com ameaças de morte a várias candidatos.

Em jogo está não só o controlo da Comunidade de Madrid, nas mãos do PP há mais de duas décadas, mas também o marcar de posições para as próximas legislativas, em 2023. O PP espera que um resultado esmagador em Madrid possa catapultar o partido para a reconquista do governo.

Já o PSOE começou por apostar forte, com o envolvimento de Pedro Sánchez na campanha em apoio a Ángel Gabilondo, mas acabou a minimizar uma eventual extrapolação dos resultados para o cenário nacional, uma vez que as sondagens não lhe estão de feição: Gabilondo aparece num longínquo segundo lugar com metade das intenções de voto de Ayuso.

Apesar disso, os três partidos de esquerda (PSOE, Podemos e Más Madrid) ainda mantém a esperança de, juntos, conseguirem uma surpresa. Já o Cidadãos, terceira força mais votada em 2019, reza para não desaparecer do mapa político.

Pormenores

A desilusão Iglesias

A grande surpresa foi a candidata do Más Madrid, Mónica García. Praticamente desconhecida, conseguiu mobilizar o apoio dos jovens e está a um passo de ultrapassar o PSOE como segunda força em Madrid.

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