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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Pastor que matou 50 criminosos morto após sair da prisão

Um ex-polícia que se transformou uma lenda em São Paulo nos anos 80 por matar mais de 50 criminosos que aterrorizavam pessoas humildes na periferia da cidade brasileira e que se tornou pastor evangélico na prisão, onde esteve por quase 30 anos, foi morto na porta de sua casa, em Pindamonhangaba, no interior do estado paulista.

27 de setembro de 2012 às 21:26

Florisvaldo Oliveira, de 53 anos, foi atingido por 20 tiros disparados por dois homens que o esperavam quando chegou a casa.

Os dois desconhecidos estavam em pontos opostos da rua onde Florisvaldo, que nos tempos de justiceiro era conhecido pelo pseudónimo 'Cabo Bruno', vivia com a mulher desde que saiu da prisão há um mês.

Quando desceu do automóvel, com a mulher e outros familiares ao lado, os dois desconhecidos aproximaram-se, um de cada lado, disparando sem cessar e de forma certeira, pois mais ninguém foi atingido e o pastor evangélico morreu no local.

'Cabo Bruno' foi condenado a 120 anos de prisão pela morte de apenas alguns dos criminosos que executou, mas ganhou direito à liberdade por bom comportamento e saiu da prisão no final do mês passado, após 27 anos de clausura.

Nos anos 80, chegou a ser uma espécie de herói para muitos habitantes de bairros pobres de São Paulo, que não acreditavam na polícia nem na justiça e viam nele a única esperança de se livrarem de criminosos que dominavam essas comunidades.

Na prisão, no entanto, Florisvaldo mudou radicalmente. Converteu-se a uma igreja evangélica, estudou, tornou-se pastor e ajudou muitos presos a enfrentarem as agruras da reclusão.

Simultaneamente, descobriu o dom para a pintura e, aparentemente, um grande dom, pois vendeu mais de 800 telas, algumas das quais para respeitados coleccionadores de arte.

Tendo casado na prisão com uma pastora da mesma igreja, que costumava visitar presos para os confortar, ao sair ele passou a dedicar-se à religião e tentava levar uma vida discreta e tranquila.

Foi ao chegar a casa com a família, depois de um culto, que os assassinos, ainda não identificados, o executaram.

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