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Correio da Manhã

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Português que morreu vítima dos ataques no Sri Lanka era de Viseu e estava em lua-de-mel

Pelo menos 207 pessoas morreram este domingo. Já foram realizadas sete detenções.
21 de Abril de 2019 às 07:06
Rui Lucas era natural de Viseu e morreu aos 31 anos
Explosões no Sri Lanka
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Explosões no Sri Lanka
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Explosões no Sri Lanka
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Expolosões no Sri Lanka
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Explosões no Sri Lanka
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Expolosões no Sri Lanka
Rui Lucas era natural de Viseu e morreu aos 31 anos
Explosões no Sri Lanka
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Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
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Expolosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
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Explosões no Sri Lanka
Expolosões no Sri Lanka
Rui Lucas era natural de Viseu e morreu aos 31 anos
Explosões no Sri Lanka
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Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Expolosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Explosões no Sri Lanka
Expolosões no Sri Lanka

Pelo menos 207 pessoas, entre as quais 35 estrangeiros, morreram este domingo e mais de 450 ficaram feridas após uma série de explosões que ocorreram em igrejas e hotéis no Sri Lanka, de acordo com novo balanço avançado por fonte policial.





A cônsul honorária de Portugal em Colombo confirmou à Lusa que há um português entre as vítimas mortais. Trata-se de Rui Lucas, de 31 anos, natural de Viseu, e recém-casado. Estava no Sri Lanka em lua-de-mel com a mulher, com quem casou na semana passada, que sobreviveu aos tumultos vividos naquele país. Marcelo Rebelo de Sousa já endereçou as condolências à jovem viúva.

O português morava em Viseu e era funcionário de uma empresa de Vouzela.

"Era uma pessoa com um coração enorme, um grande amigo", afirmou Augusto Teixeira sobre Rui Lucas, que desde 2013 era seu colaborador na T&T Multielétrica, empresa que presta serviços nas áreas das energias renováveis, domótica e segurança, eletricidade e climatização,

Consternado com a notícia da morte do amigo, o empresário disse que é um "momento particularmente difícil" para os cerca de 30 colaboradores da empresa onde Rui Lucas trabalhava, em Crasto de Campia, a cerca de 40 quilómetros de Viseu.

CM conseguiu contactar o irmão da vítima mortal que se encontra em choque. O homem não adiantou muitas informações, mas confirmou os dados gerais dos quais já se tinha conhecimento. Rui Lucas, que trabalhava em Campia, na zona de Vouzela, estaria na zona de conflito quando ocorreu a explosão.

A família da vítima, que se está muito abalada, já conseguiu falar com a mulher que não avançou grandes esclarecimentos. 

O irmão de Rui Lucas referiu ainda que as informações que estão a chegar à família são escassas. 

A mulher da vítima está a tentar regressar ainda este domingo a Portugal.

De acordo com a cônsul há mais portugueses no país, mas "estão todos bem", acrescentando que está a dar apoio à mulher da vítima. "É um dia muito triste, estamos chocados", adiantou.

Das vítimas mortais há ainda três britânicos e dois indivíduos que detinham dupla cidadania dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. 

O ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, descreveu o ataque como um ato "terrorista", que terá sido perpetrado por "extremistas religiosos". Os atentados ainda não foram reivindicados, mas os autores já foram identificados e 13 suspeitos foram detidos.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões, em três hotéis de luxo e uma igreja. Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra ao leste do país.

As explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08h45 (03h15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

Os hotéis de luxo onde se registaram as explosões são o Kingsbury Hotel, o Shangri-La e o Cinnamon Grand Colombo, todos na capital.

"Por favor, permaneçam calmos e não sejais enganados por rumores", pediu Sirisena numa mensagem à nação, num país onde os confrontos têm sido frequentes no passado em reação a eventos violentos.

O Ministério da Educação anunciou o encerramento de todas as escolas do país na segunda e terça-feira.

Também o primeiro ministro do país, Ranil Wickremesinghe, liderou uma reunião de emergência com altos cargos das forças de segurança e outros membros do Governo, entre eles o ministro para as Reformas Económicas e a Distribuição Pública, Harsha de Silva, que deu detalhes do encontro na rede social Twitter.

Imagens difundidas pelos meios de comunicação locais mostram a magnitude da explosão pelo menos em uma das igrejas, com o teto do templo semidestruído, escombros e corpos espalhados enquanto muitas pessoas os tentam socorrer.

Os fiéis católicos celebram este domingo, o Domingo de Ressurreição, o dia mais importante entre os rituais da Semana Santa.

Não houve reivindicações imediatas de responsabilidade pelos ataques no país que esteve em guerra durante décadas.

Ranil Wickremesinghe , primeiro-ministro do Sri Lanka, já convocou para este domingo uma reunião do Conselho de Segurança Nacional.

O Governo do Sri Lanka já decretou recolher obrigatório durante 12 horas, com efeito imediato, e proibiu o acesso às redes sociais por para impedir a difusão "de informações incorretas" relacionadas com a vaga de explosões que aconteceram na ilha.

"O Governo decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais para evitar a disseminação de informações incorretas e falsas. Essa é apenas uma medida temporária", afirmou a presidência em comunicado.

O Ministério da Defesa anunciou que o recolher obrigatório entra em vigor às 18h00 (hora local - 13h30 em Lisboa), por um período de 12 horas.

Sétima explosão noutro hotel

A polícia do Sri Lanka confirmou que houve uma sétima explosão, a quarta a um hotel, após seis já registadas em hotéis e igrejas no início deste domingo.

A última explosão aconteceu num hotel perto do zoológico nacional, situado numa área perto da capital Colombo.

"Houve uma explosão num hotel em Dehiwela perto do zoológico", disse fonte policial à Reuters, acrescentando que não há mais detalhes disponíveis.

Uma testemunha relatou que viu corpos desmembrados, incluindo uma cabeça decapitada no chão, perto do hotel.

Autoridades do zoológico decidiram fechar o espaço depois da explosão.

Oitava explosão atingiu zona comercial

Uma oitava explosão fez-se sentir numa zona comercial em Colombo, no Sri Lanka.








No ano passado, ocorreram 86 incidentes verificados de discriminação, ameaças e violência contra cristãos, segundo a Aliança Evangélica Cristã Nacional do Sri Lanka (NCEASL), que representa mais de 200 igrejas e outras organizações cristãs.

Este ano, o NCEASL registrou 26 desses incidentes, incluindo um em que monges budistas tentaram interromper um culto de domingo, com o último relatado a 25 de março.

Fora da população total do Sri Lanka, de cerca de 22 milhões, 70% são budistas, 12,6% hindus, 9,7% muçulmanos e 7,6% cristãos, de acordo com o censo de 2012 do país.

Num relatório de 2018 sobre os direitos humanos do Sri Lanka, o Departamento de Estado dos EUA verificou que alguns grupos cristãos e igrejas relataram ter sido pressionados a acabar com as atividades de adoração depois de as autoridades classificaram-nas como "reuniões não autorizadas".

O relatório referiu também que os monges budistas tentam regularmente fechar os locais de culto cristão e muçulmano.

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