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Petróleo domina visita a Caracas de secretário de Energia norte-americano 

É a visita de mais alto nível de um responsável norte-americano desde a captura de Nicolás Maduro, há um mês.

11 de fevereiro de 2026 às 19:22

O secretário da Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, chegou esta quarta-feira à Venezuela para se reunir com a Presidente interina, Delcy Rodríguez, tendo como pano de fundo o petróleo venezuelano.

A visita de Wright é a de mais alto nível desde que o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado a 3 de janeiro por forças norte-americanas, naquilo que alguns analistas disseram tratar-se de um golpe de Estado.

"Bem-vindo à Venezuela, secretário Wright. A sua visita é fundamental para avançar a visão do Presidente [dos Estados Unidos, Donald Trump,] de uma Venezuela próspera", declarou nas redes sociais a Embaixada dos Estados Unidos em Caracas.

"O setor privado norte-americano será essencial para impulsionar o setor petrolífero, modernizar a rede elétrica e desbloquear o enorme potencial da Venezuela", prosseguiu.

O objetivo da deslocação é reforçar os laços com as autoridades venezuelanas para discutir o futuro da empresa estatal petrolífera PDVSA, num momento de mudança e transição no país.

Segundo a agenda oficial, o secretário aterrou no aeroporto de Maiquetía, que serve Caracas, para uma visita oficial de dois dias.

Quarta-feira está prevista uma reunião com Rodríguez e, mais tarde, declarações à imprensa que o acompanha. No dia seguinte, visitará um centro de processamento da petrolífera norte-americana Chevron.

Embora o petróleo seja uma das questões centrais da nova conjuntura na Venezuela, Wright procurou afastar a ideia de que a intervenção dos Estados Unidos esteja relacionada com as reservas de crude do país.

"Nunca foram uma parte significativa do processo de decisão", afirmou, numa entrevista ao portal noticioso Politico.

"Tratava-se de um problema geopolítico de um país que representava uma ameaça para todos os seus vizinhos, uma ameaça para o hemisfério ocidental e um grande exportador de armas, droga e criminalidade", acrescentou.

Ainda assim, a maior parte da agenda da visita centra-se em questões relacionadas com o petróleo.

As empresas internacionais que pretendam operar na Venezuela são obrigadas a associar-se à empresa estatal, que tem sido alvo de críticas por corrupção e má gestão.

Por esse motivo, uma dúzia de congressistas enviou na semana passada uma carta à procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, exigindo a aplicação rigorosa da Lei de Prevenção da Extorsão no Estrangeiro (FEPA), para evitar qualquer tipo de suborno ou irregularidade.

Por outro lado, Donald Trump deverá reunir-se na sexta-feira com membros das forças armadas norte-americanas que participaram na Operação Resolução Absoluta para capturar Maduro.

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