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Petrolífera de Abu Dhabi promete investimento de 46 mil milhões de euros em novos projetos até 2028

Decisão de romper com a OPEP permitirá aos Emirados produzir como entenderem, após décadas a seguir um sistema de quotas estabelecido pelo grupo.

03 de maio de 2026 às 14:12

A Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) comprometeu-se este domingo a investir 46 mil milhões de euros em novos projetos ao longo dos próximos dois anos, dois dias após a saída oficial dos Emirados Árabes Unidos da OPEP.

"A ADNOC confirmou hoje que está a acelerar o crescimento e a implementação da sua estratégia, com 200 mil milhões de dirhams (46 mil milhões de euros) em novos contratos de projetos para o período 2026-2028", indicou a empresa em comunicado.

"As adjudicações de projetos previstas abrangem as atividades a montante e a jusante da ADNOC e inauguram uma nova fase de execução de projetos que irá impulsionar a capacidade de produção industrial dos Emirados Árabes Unidos, reforçar a resiliência industrial, e aprofundar o impacto dos planos da empresa para aumentar o investimento e a produção no país", acrescentou.

A atividade a montante refere-se à exploração e produção de petróleo bruto, enquanto o setor a jusante diz respeito ao refinamento e à valorização de derivados, como a petroquímica.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, na terça-feira, a saída a partir de 01 de maio (sexta-feira) da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) liderada por Riade e da aliança OPEP+, que também inclui a Rússia.

A decisão de romper com a OPEP permitirá aos Emirados produzir como entenderem, após décadas a seguir um sistema de quotas estabelecido pelo grupo.

A saída foi anunciada num momento em que o Golfo é abalado pela guerra conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, que levou ao bloqueio do estreito de Ormuz -- por onde passavam um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo -- e a ataques de Teerão contra infraestruturas em toda a região.

Antes do conflito no Médio Oriente, os Emirados Árabes Unidos ocupavam o quarto lugar entre os produtores da OPEP+, atrás da Arábia Saudita, da Rússia e do Iraque, com cerca de 3,5 milhões de barris por dia.

Membro da OPEP desde 1967, há muito que o país manifestava frustração com as quotas da OPEP liderada pela Arábia Saudita, que limitavam a sua produção a 3,4 milhões de barris por dia para sustentar os preços do petróleo bruto.

Abu Dhabi pretende agora elevar a capacidade de produção para cinco milhões de barris por dia até 2027.

Por sua vez, a Arábia Saudita, a Rússia e outros cinco países da OPEP+ anunciaram este domingo o aumento, como previsto, dos seus limites de produção de petróleo com mais 188.000 barris por dia para junho, numa decisão destinada a demonstrar a continuidade do grupo apesar da saída dos Emirados Árabes Unidos, ao qual não fazem qualquer referência.

A OPEP era até agora composta por 12 países membros, focados na coordenação da produção e preços. Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, os membros são: Arábia Saudita, Irão, Iraque, Kuwait, Venezuela, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria e República do Congo.

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