Autoridades da Catalunha montaram grande operação, mas foram traídos por um agente que emprestou o carro ao independentista.
Vídeo mostra momento em que Puigdemont fintou as autoridades e fugiu num Honda branco
A Polícia da Catalunha recomeçou a 'Operação Jaula' que visa deter o independentista Carles Puigdemont, avança a imprensa espanhola. A operação policial esteve interrompida mais de duas horas.
Antes disso, foram quase quatro horas de controlo de fronteiras e estradas, mas sem sucesso. Na sequência da operação foi detido um agente dos 'Mossos d'Esquadra' por emprestar o carro usado para a fuga do catalão.
Apesar de desconhecer o paradeiro do catalão, a polícia sabe que está em fuga num Honda branco.
De acordo com o El Mundo, outro polícia, acusado de ter participado no plano de fuga de Puigdemont, foi detido.
A polícia, inicialmente surpreendida pela fuga e, posteriormente, alegadamente traída por um dos seus, não conseguiu travar o político que esteve à vista de todos, discursando e caminhando com uma multidão de apoiantes.
Todavia, e face aos rumores que surgiram, a polícia negou a existência de um acordo prévio com Puigdemont. Os 'Mossos' afirmaram que agiram para proteger os interesses dos cidadãos e evitar desordens públicas.
Depois de Albert Batet, do Junts, ter declarado que Jordi Turull, ex-deputado do partido independentista, tinha recebido ordem de detenção, fontes policiais garantiram que tal não correspondia à verdade.
Turull foi, isso sim, obrigado a prestar declarações por suspeitas de ter colaborado na fuga de Puigdemont.
Como tudo se desenrolou:
Chegou cedo a Barcelona. Faltavam poucos minutos para 9h no país vizinho (8h em Portugal) quando surgiu, entre gritos de "Presidente" e "Independência", no paseo Lluís Companys.
Centenas de manifestantes festejaram o regresso de Puigdemont, há sete anos fora de Espanha em fuga à justiça. Começou a discursar pouco depois, sob o olhar atento de antigas e atuais figuras do parlamento catalão e do Junts - partido que fundou.
"Já estamos aqui. Já estou aqui. Não vamos renunciar, não podemos renunciar ao direito de autodeterminação", declarou, para gáudio dos independentistas presentes, o líder independentista que vive no exílio desde que em 2017 organizou um referendo separatista considerado ilegal.
"Não nos interessa estar num país em que a Lei da Amnistia não amnistia", referiu, em alusão à lei da Aministia acordada pelo líder do Governo, Pedro Sánchez.
O escudo humano que o acompanhou no resto do percurso serviria para impedir que fosse detido pelos Mossos d'Esquadra, a polícia da Catalunha. No entanto, apesar de ser esperada a sua presença no parlamento, Puigdemont desapareceu inesperadamente.
Desaparecimento motivou teorias
Desde o seu desaparecimento, foram várias as teorias que surgiram quanto ao seu plano: que se ia entregar, que iria entrar no parlamento por outra porta, ou que iria regressar ao exílio. Desconhecido o seu paradeiro, a última hipótese começou a ganhar forma.
Puigdemont escolheu este dia para regressar uma vez que, esta quinta-feira, terá lugar no parlamento da Catalunha uma sessão de investidura do novo governo regional.
O líder catalão regressou esta quinta-feira a Espanha, passados mais de sete anos. Puigdemont, que vive na Bélgica desde 2017, é procurado pela Justiça espanhola pelo crime de desvio de fundos.
Reações
Alberto Núñez Feijóo, líder do PP, principal partido da oposição ao Governo de Pedro Sánchez, apontou o dirigente socialista como "máximo responsável" pela "humilhação insuportável" com o aparecimento e fuga de Puigdemont.
"Uma humilhação insuportável. Outra. É doloroso assistir em direto a este delírio que tem Pedro Sánchez como máximo responsável. É imperdoável manchar assim a imagem de Espanha", escreveu Feijóo.
O porta-voz do Partido Popular (PP) apontou o líder do Governo, Pedro Sánchez, como "único responsável" do reaparecimento de Puigdemont. "Vergonha, indignação", escreveu Alicia García.
O secretário-geral do Vox, Ignacio Garriga, também concentrou as críticas em Sánchez, que acusa de permitir uma "humilhação" de Espanha com um "comício" de Puigdemont perto do parlamento catalão, sem ser detido."Tivemos que assistir a uma anomalia democrática. Ver um deliquente, a fugir à justiça, que teve um comício a poucos metros do parlamento, com a passividade do Governo, que mostrou, uma vez mais, que prioriza o interesse pessoal ao orgulho da pátria", acrescentou.
O grupo espanhol 'ultracatólico' 'Hazte Oír' [Faz-te ouvir, em português] anunciou que vai denunciar o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, o presidente da Generalitat, Pere Aragonès, e o chefe dos Mossos d'Esquadra, Ignasi Elena "por omissão do dever de perseguir criminosos".
As rápidas reações dos partidos contrastam com o silêncio total do PSOE, que ainda não se manifestou.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.