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Correio da Manhã

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Polícia de Hong Kong ameaça usar balas verdadeiras

Agente policial hospitalizado depois de ter sido atingido na perna com uma flecha.
Marco Fonseca Pereira 18 de Novembro de 2019 às 08:21
Polícia de Hong Kong ameaça usar balas verdadeiras
Polícia de Hong Kong ameaça usar balas verdadeiras
Polícia foi hospitalizado depois de ser atingido na perna com uma flecha
Polícia de Hong Kong ameaça usar balas verdadeiras
Polícia de Hong Kong ameaça usar balas verdadeiras
Polícia foi hospitalizado depois de ser atingido na perna com uma flecha
Polícia de Hong Kong ameaça usar balas verdadeiras
Polícia de Hong Kong ameaça usar balas verdadeiras
Polícia foi hospitalizado depois de ser atingido na perna com uma flecha
A polícia de Hong Kong ameaçou este domingo que pode vir a disparar balas verdadeiras se os manifestantes continuarem a usar armas letais contra as autoridades, num dos dias mais violentos desde que começaram os protestos contra a interferência da China nos assuntos da ex-colónia britânica.

Depois de mais de 12 horas de confrontos na Universidade Politécnica em Kowloon, um porta-voz da polícia, Louis Lao, fez o aviso num vídeo publicado no Facebook: "Se eles continuarem com ações tão perigosas, não teremos escolha a não ser usar o mínimo de força, incluindo balas verdadeiras".

O campus da Universidade Politécnica, ocupado por jovens manifestantes durante a semana, tornou-se palco dos confrontos mais violentos deste domingo. A polícia de choque disparou um líquido azul com spray pimenta contra um grupo de manifestantes que tinha incendiado uma ponte onde se encontrava mobília, guarda-chuvas e outros materiais. Durante os confrontos, um polícia foi atingido na perna com uma flecha e foi hospitalizado.

Um jovem disse à agência Reuters que os estudantes disparavam flechas contra a polícia de choque para se protegerem. "Os manifestantes têm reagido à polícia. Nós não lutámos ainda tudo o que podíamos lutar", afirmou Joris, de 23 anos.

Exército chinês monitoriza confrontos
Os soldados do Exército de Libertação Popular da China vigiaram este domingo os confrontos na Universidade Politécnica de Hong Kong. Segundo a Reuters, várias pessoas afirmaram ter visto militares a observar os acontecimentos com binóculos numa base junto à universidade e que alguns vestiam equipamento antimotim. O exército chinês foi destacado no sábado para ajudar a limpar as ruas das barricadas erguidas pelos manifestantes anti-China.

Protestos provocam recessão económica
O governo de Hong Kong confirmou que a economia do país entrou em recessão pela primeira vez numa década. O PIB desceu 3,2% no terceiro trimestre, face aos três meses anteriores. Face ao período homólogo, encolheu 2,9%. 

SAIBA MAIS
1997
foi o ano em que a região deixou de ser uma colónia britânica e passou a estar sob o controlo da China, com o modelo ‘um país, dois sistemas’.

Contra extradição
Os protestos começaram em junho, quando o governo anunciou um projeto de lei que previa a extradição de suspeitos de crime para a China continental.
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