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Polícia mata mulher acidentalmente durante invasão de posto em Luanda

Vítima morreu atingida a tiro durante tentativa de dispersar grupo de populare.

11 de setembro de 2020 às 10:46

Uma mulher morreu depois de atingida a tiro pela polícia, alegadamente de forma acidental, durante uma tentativa de dispersar um grupo de populares que, supostamente, terão invadido um posto policial, anunciou hoje a polícia. 

Segundo o porta-voz do comando provincial de Luanda da Polícia Nacional, Nestor Goubel, a ocorrência deu-se na quinta-feira, por volta das 21h00, no território operacional da esquadra da Petrangol, mais concretamente no posto policial do bairro dos Ossos.

Nestor Goubel avançou que um grupo de populares levou um presumível autor do crime de roubo ao posto policial e, descontentes pela forma como os agentes estavam a tratar o mesmo, iniciaram atos de desordem e de pilhagem no interior do posto policial.

De forma a repor a ordem, "um dos agentes do referido posto policial, fez um disparo, que, acidentalmente, terá feito ricochete e atingiu a jovem Helena Mussunda mortalmente", referiu.

O responsável frisou que o agente envolvido neste incidente já está detido e vai ser presente hoje ao Ministério Público.

O comando provincial apelou aos moradores do bairro dos Ossos a manterem-se calmos e serenos, salientando que o agente policial já está a ser responsabilizado.

"É escusado cometerem atos de vandalismo sobre um bem público", frisou.

Em declarações à agência Lusa, Nestor Goubel disse que a situação já está controlada, confirmando que os populares chegaram a atear fogo ao posto policial.

Nos últimos dias, têm sido vários os casos de polícias envolvidos na morte de cidadãos. Um dos mais mediáticos envolveu um médico, que depois de ter sido interpelado por agentes policiais e conduzido a uma esquadra por não usar máscara facial, acabou por falecer, em circunstâncias ainda por esclarecer.

Antes deste último incidente em Luanda, a polícia confirmou igualmente, na quarta-feira, a morte de um cidadão na província da Huíla, por um agente, na altura fora de serviço, quando o mesmo foi em socorro da filha, que supostamente estava a ser agredida por um grupo de jovens.

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