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Polícia resgata 50 pessoas presas em clínica clandestina no Brasil. Eram espancadas, torturadas e passavam fome

Entre os resgatados há pessoas com deficiências mentais, deficiências físicas e dependentes químicos.

31 de agosto de 2023 às 10:02

A Polícia Civil ( Judiciária) da cidade brasileira de Anápolis, no estado de Goiás, libertou 50 pessoas que eram mantidas em cativeiro numa clínica clandestina e submetidas a espancamentos, torturas e quase não eram alimentadas. Os donos da clínica clandestina são um casal de pastores evangélicos e foram presos em flagrante, tal como quatro funcionários.

As 50 pessoas libertadas são todas do sexo masculino, têm idades entre os 14 e os 96 anos. Entre os resgatados há pessoas com deficiências mentais, deficiências físicas e dependentes químicos.

De acordo com o delegado (inspetor) Manuel Vanderic, que comandou a ação libertadora, todas as pessoas que estavam internadas tinham sido levadas para lá à força, ou pelas famílias ou pelos pastores donos do estabelecimento, que comandam um templo evangélico na cidade. Vanderic detalhou que a situação que os agentes encontraram ao invadir o local era chocante, os internos estavam em avançado estado de desnutrição por falta de comida, sujos e vários apresentavam lesões graves pelo corpo decorrentes de agressões e torturas a que eram submetidos.

Relatos de alguns dos libertados dão conta de que os pastores e os funcionários mantinham as pessoas trancadas em cubículos sem nenhuma salubridade, sem qualquer contacto com o mundo exterior, ficando muitos deles amarrados o tempo todo. Quem reclamava de alguma coisa era submetido a sessões de espancamento e sofria torturas, e outros viviam em permanente estado de confusão mental devido aos fortes medicamentos que eram forçados a tomar.

A clínica, que funcionava numa área afastada na zona rural de Anápolis, foi descoberta após um idoso de 96 anos que estava internado no estabelecimento ilegal ter sido deixado no hospital da cidade com ferimentos por todo o corpo e ter contado onde tinha sofrido os maus-tratos. A clínica era uma significativa fonte de lucro para o casal de pastores, pois a família de cada um dos internos pagava no mínimo um ordenado mínimo nacional à entidade para manter o familiar longe.

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