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Político preso por pedofilia no Pará

Um dos políticos e empresários mais conhecidos de Barcarena, cidade no interior do estado brasileiro do Pará, foi preso no aeroporto de Marabá, no mesmo estado, acusado de pedofilia. António Carlos Vilaça, de 54 anos, conhecido como Vila, foi o segundo colocado nas eleições para presidente de câmara de Barcarena.

04 de junho de 2010 às 01:04

Vila é acusado de fazer parte de uma rede de pedofilia que abusou de dezenas de crianças nos últimos quatro anos. A sua namorada, a estudante de direito Ana Paula Marques, de quem ele se estava a despedir no aeroporto de Marabá, também foi presa, acusada de cumplicidade, tal como um outro casal detido em Barcarena.

De acordo com a inspectora Socorro Maciel, que há dez meses investiga os pedófilos, agenciadores recrutavam crianças entre os 11 e os 13 anos na capital do estado, Belém, e convenciam-nas a irem até Barcarena, num suposto passeio para conhecerem a região. Segundo a inspectora, as crianças eram levadas para o Sítio Salarica, uma propriedade de Vila, onde eram abusadas.

A polícia investiga ainda a participação nos abusos de outros políticos e empresários da região de Barcarena. Vila estava fugitivo desde 23 de Abril, quando a justiça do Pará decretou a sua prisão, e a polícia chegou até ele vigiando a namorada, que usava os documentos de uma amiga para despistar, o que acabou por não dar certo.

Não se sabe ao certo o número de crianças abusadas pela rede. De acordo com o telejornal “Fala Brasil”, da Tv Recorde, seriam mais de cem nos últimos quatro anos, mas a polícia não confirma essa informação.

O esquema foi descoberto depois que a mãe de uma das crianças, ao descobrir o abuso, procurou a polícia. Apesar da atitude dessa mãe, as autoridades suspeitam que em outros casos havia conivência das famílias, que não evitavam a viagem a Barcarena ou não reagiam quando descobriam os abusos.

 

Suspeita-se que em vários desses casos de omissão, o silencio das famílias ficava a dever-se a recompensa financeira. Aliás, Os pedófilos, de acordo com a inspectora, ao levarem as crianças de volta para Belém davam-lhes dinheiro para elas se manterem caladas sobre o crime sofrido.

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