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Advogado apanhado a dar telemóveis a cliente na cadeia de Lisboa

Ordem profissional pode punir jurista. Cliente apanhado com cinco telemóveis e uma 'pen' de televisão

14 de abril de 2026 às 13:45

Um advogado criminalista pode ficar impedido, pela própria Ordem profissional, de entrar em todas as cadeias do País, depois de ter sido incriminado após uma visita que fez a um cliente, detido no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL). O recluso viria a ser apanhado com cinco telemóveis e uma 'pen' para televisão que, ao que tudo indica, lhe terão sido passados pelo defensor.

A apreensão ocorreu pelas 16h00 de segunda-feira. O advogado recusou-se a passar pelo máquina de raio-x, alegando que usava uma prótese (as peças metálicas acionam este mecanismo). Os guardas deixaram-no entrar, mas mantiveram-se atentos. Após a visita, fizeram uma revista ao recluso e encontraram os bens ilegais. Enquanto o preso foi sujeito a uma participação disciplinar, o caso foi comunicado, pela direção do EPL, à Ordem dos Advogados. Esta entidade vai averiguar o caso e, se considerar que o jurista é culpado de algum ato irregular, aplicará medidas disciplinares. 

Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, confirmou a ocorrência ao CM: "Defendemos que todas as pessoas que entrem em prisões, independentemente da categoria profissional, deve ser revistada, tal como acontece nos aeroportos."

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