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Presidente chinês pede aos chineses que retomem aos trabalhos após semanas de estagnação

Objetivo é recuperar a produção e o consumo doméstico.
Correio da Manhã 5 de Março de 2020 às 16:09
Presidente chinês, Xi Jinping
Xi Jinping
 Xi Jinping, presidente da China
 Xi Jinping, presidente da China
Presidente chinês, Xi Jinping
Xi Jinping
 Xi Jinping, presidente da China
 Xi Jinping, presidente da China
Presidente chinês, Xi Jinping
Xi Jinping
 Xi Jinping, presidente da China
 Xi Jinping, presidente da China

O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou esta quinta-feira a que os trabalhadores do país retomem aos seus empregos, após quase seis semanas de estagnação, devido ao surto do Covid-19, visando recuperar a produção e o consumo doméstico.

Segundo o Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, Xi fez o apelo durante uma reunião com o Comité Permanente do Politburo, a cúpula do poder na China.

"É preciso tomar medidas para aumentar a disponibilidade e incentivar o consumo de bens e serviços ", afirmou. "O país registou desenvolvimentos positivos na contenção do surto e a vida e o trabalho têm que ser retomados rapidamente", acrescentou.

No entanto, nas principais cidades do país, incluindo em Pequim, Xangai, Cantão ou Shenzhen, o cenário de paralisia mantém-se.

Uma investigação da revista económica Caixin revelou que as empresas e administrações locais recorreram a diferentes formas de contornar as quotas impostas pelo Governo central para recuperar a atividade económica, incluindo manipular o aumento do consumo de eletricidade.

Funcionários de empresas e dos governos locais citadas pela Caixin detalharam como vários indicadores, incluindo o consumo de energia, estão a ser distorcidos, ao deixar as máquinas, lâmpadas e aparelhos de ar condicionado ligados, mesmo que não haja funcionários na fábrica.

Problemas logísticos na obtenção de matérias-primas ou na movimentação de mercadorias derivadas de medidas de prevenção contra o vírus, como bloqueio de estradas, são alguns dos impedimentos encontrados pelas empresas locais e que também afetam as empresas europeias que operam no país.

Segundo os resultados de um inquérito realizado pela Câmara do Comércio da União Europeia na China, quase metade das empresas inquiridas prevê uma queda de dois dígitos nas receitas e um quarto estima uma queda superior a 20%, no primeiro semestre de 2020.

Joerg Wuttke, presidente da Câmara de Comércio, apontou que a "rede de regras conflitantes" aplicadas no combate contra o vírus produziu "centenas de feudos", à medida que funcionários e comités locais adotam medidas por si, "tornando quase impossível a movimentação de mercadorias ou pessoas no país".

Em todo o país foram implementadas restrições à movimentação de centenas de milhões de pessoas e encerramento forçado de estabelecimentos.

Em Pequim e Xangai, viajantes oriundos de outras zonas da China têm de ficar em casa duas semanas após voltarem das suas terras natais, o que impede o regresso imediato ao trabalho de milhões de trabalhadores migrantes, que em janeiro passado foram a casa celebrar o Ano Novo Lunar e só agora começam a voltar às prósperas cidades do litoral.

O balanço de mortos na China devido ao surto de Covid-19 ultrapassou hoje a barreira das três mil pessoas, com 31 novas vítimas mortais registadas nas últimas 24 horas, anunciaram hoje as autoridades chinesas.

No entanto, o país tem vindo a registar uma queda consecutiva no número diário de mortos e de novos casos, que atingiu hoje 80.409.

A maioria dos infetados e mortos foi registada na província de Hubei, onde várias cidades foram colocadas sob quarentena, com entradas e saída bloqueadas.

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