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Presidente sul-coreano quer proibir o consumo de carne de cão

Moon Jae-in adora cães e afirmou que "chegou a hora" da tradição acabar.
Correio da Manhã 27 de Setembro de 2021 às 16:29
Moon Jae-in a agarrar um cão resgatado de um abrigo na Coreia do Sul
Moon Jae-in a agarrar um cão resgatado de um abrigo na Coreia do Sul FOTO: Reuters

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, sugeriu a proibição de comer cães no país, uma prática tradicional que se está a tornar uma ameaça internacional, avançou o seu gabinete. A prática é uma espécie de tabu entre as gerações mais jovens, com a pressão dos ativistas dos direitos dos animais a aumentar.

"Penso que chegou a hora de considerar prudentemente proibir o consumo de carne de cão?", perguntou Moon ao primeiro ministro, Kim Boo-kyum, durante uma reunião semanal na segunda-feira, de acordo com a porta-voz presidencial, avançou o The Guardian.

A carne de cão há muito tempo que faz parte da culinária sul-coreana, com cerca de 1 milhão de cães a serem consumidos anualmente. No entanto, o consumo diminuiu à medida que mais pessoas começaram a olhar para os animais como companheiros em vez de 'gado' para consumo.

A indústria de animais de estimação da Coreia do Sul está em ascensão, com um número crescente de pessoas a adotar cães como animais domésticos e de companhia, nomeadamente o presidente sul-coreano. 

Moon é um conhecido amante de cães e tem vários no complexo presidencial, incluindo um que resgatou após assumir o cargo. Tory foi uma das promessas de Moon durante a sua campanha presidencial e tornou-se o primeiro cão resgatado a entrar na Casa Azul.

A lei de proteção animal da Coreia do Sul tem como objetivo principal prevenir o massacre de cães e gatos, mas não proíbe o consumo em si. No entanto, as autoridades invocaram a lei e outros regulamentos de higiene para chamar à atenção as fazendas de cães e restaurantes antes da realização de eventos internacionais, como as Olimpíadas de 2018, em Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

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