Cabo Verde tem 115 mil pessoas em condições de extrema pobreza.
O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, pediuesta sexta-feira o envolvimento das organizações da sociedade civil e organizações não-governamentais (ONG) no programa público para a eliminação da pobreza extrema no país.
"Depois do lançamento do programa 'MAIS - Mobilização pela Aceleração da Inclusão Social', estamos agora na fase de concretização através de protocolos, neste caso com a plataforma das ONG, onde estivemos hoje de visita, que depois trabalhará com cada um dos seus associados para definirmos mecanismos de implementação das ações, mesmo mecanismo com as igrejas", anunciou Ulisses Correia e Silva.
O chefe do Governo, acompanhado pelo ministro do Estado, da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, e pela ministra da Presidência do Conselho de Ministros e de Assuntos Parlamentares e Confissões Religiosas, Filomena Gonçalves, visitou esta sexta-feira a Plataforma das ONG, na cidade da Praia, no âmbito da implementação do programa Mais.
"É um compromisso que nós queremos que seja forte, que permita com que as Associações, Organizações da Sociedade Civil, ONG, sejam intervenientes. Em primeiro lugar, porque nós entendemos que só o Estado ou a Administração Pública não são suficientes, por isso, precisamos de boas parcerias", sublinhou Ulisses Correia e Silva.
De acordo com dados do Governo, Cabo Verde tem 115 mil pessoas na pobreza extrema, tendo o primeiro-ministro assumido o objetivo de a erradicar nos próximos cinco anos.
"Em segundo lugar, o que essas organizações já fazem dão provas que podem potenciar ainda mais o objetivo comum: eliminar a pobreza extrema, reduzir a pobreza absoluta e criar oportunidades de ascensão social e económica das famílias, atuando em diversos níveis, nomeadamente na educação, na formação, habitação, no acesso à saúde, cuidados e rendimentos", acrescentou.
O primeiro-ministro anunciou anteriormente que vai ser criado um fundo para financiar o programa MAIS, cujo objetivo principal é eliminar a pobreza extrema e reduzir a pobreza absoluta até final da legislatura.
"Vamos criar brevemente um fundo, para financiar o programa MAIS, para além das propostas que estão alocadas no Orçamento do Estado, queremos contar com a ajuda de todos, sem exceção, o país só tem a ganhar com isso, estamos comprometidos e engajados é um designo nacional reduzir a pobreza absoluta e eliminar a pobreza extrema", disse Correia e Silva.
O governante falava em 15 de dezembro, na cidade da Praia, durante o ato de apresentação do programa MAIS - Mobilização pela Aceleração da Inclusão Social.
"Programa MAIS é um projeto que prevê reforçar um pacote forte de medidas dirigidas às famílias, às crianças, aos jovens, às mulheres, aos idosos e às pessoas com deficiência orientadas para a eliminação da pobreza extrema", referiu Ulisses Correia e Silva, acrescentando que este permite a redução da pobreza absoluta, associada às políticas de criação de oportunidades para a ascensão social e económica das famílias.
Apontou que o crescimento económico não é suficiente para gerar condições que possam reduzir de forma substancial o eliminar da pobreza extrema.
"Crescimento económico cria riqueza, oportunidades de emprego, é necessário, mas não é suficiente", disse o primeiro-ministro, explicando que é por esta razão que o Governo focaliza em políticas ativas, dirigidas e orientadas para seguimento de populações identificadas na pobreza extrema.
O governante realçou que o programa está estruturado em várias políticas públicas integradas de inclusão social e produtiva.
"Apostamos na base, em primeiro lugar, através da universalização do acesso ao ensino pré-escolar, da gratuitidade do ensino básico e secundário, cuidados e proteção das crianças e dos adolescentes, disponibilizamos o acesso ao rendimento e saúde", destacou.
Ulisses Correia e Silva salientou que o conceito do programa não é assistencialista, mas sim através da criação de condições e oportunidades para dar autonomia às pessoas.
"Na primeira fase, as pessoas vão necessitar de apoio, numa segunda fase vão ter condições de autonomia e autossuficiência na vida", explicou.
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