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Promotora pró-Bolsonaro abandona investigação da morte de Marielle Franco

Carmen Eliza Carvalho foi forçada a afastar-se após forte repercussão negativa à divulgação de que fez campanha para o presidente brasileiro.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 2 de Novembro de 2019 às 16:05
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco foi assassinada em março de 2018
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco foi assassinada em março de 2018
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco foi assassinada em março de 2018

A promotora do Ministério Público do Rio de Janeiro, Carmen Eliza Bastos Carvalho, uma das três que investigam os assassinatos da vereadora e ativista de esquerda, Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em 2018, abandonou o caso. Carmen Eliza Bastos Carvalho foi forçada a afastar-se após a forte repercussão negativa à divulgação de que fez campanha para o presidente Jair Bolsonaro.

Na passada quinta-feira, Carmen Eliza participou numa entrevista com jornalistas em que as três promotoras fizeram uma defesa enfática da inocência de Bolsonaro, cujo nome foi ligado aos acusados das mortes pelo porteiro que trabalhava no condomínio onde vivia o presidente no dia dos crimes. No mesmo condomínio, e na mesma rua, vivia também o sargento Ronnie Lessa, acusado das mortes, e que horas antes foi visitado pelo outro suspeito, Élcio Queiroz, cuja entrada o porteiro garante que foi autorizada por Jair Bolsonaro.

Esta sexta-feira, a perícia usada pelas promotoras para ilibarem Bolsonaro foi questionada por especialistas. Momentos depois, o site The Intercept exibiu mensagens das redes sociais da promotora em que esta exalta Bolsonaro. Carmen Eliza surge em fotografias, utilizando t-shirts com a imagem do presidente brasileiro. O que teve pior repercussão foi uma outra fotografia onde se vê Carmen a abraçar um aliado do presidente que arrancou e partiu em pedaços uma placa de rua com o nome de Marielle Franco.

Questionada pela cúpula do Ministério Público, Carmen inicialmente recusou deixar a investigação. Mas após o órgão ter instaurado uma sindicância interna, ela renunciou, dizendo-se perseguida e assegurando em comunicado nunca ter agido de forma ideológica.
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