Quatro distinguidos sob recomendação de um júri de especialistas independentes receberão cada um 10 mil euros.
O projeto de recuperação da igreja em madeira de Ursi, na Roménia, datada do século XVIII, é um dos quatro vencedores dos Grandes Prémios Europa Nostra, esta quinta-feira anunciados na Cimeira do Património Cultural Europeu, em Veneza.
A reabilitação da igreja foi também distinguida com o Prémio do Público.
Os outros três vencedores do Grande Prémio Europa Nostra foram o projeto "Fibranet", o Comité Técnico do Património Cultural Cipriota e a exposição italiana "The Invention of a Guilty Party", que esteve patente em Trento.
O projeto "Fibranet", uma parceria greco-dinamarquesa, que se destacou na área de investigação, "fornece novos conhecimentos sobre a degradação de fibras antigas, informando a prática arqueológica e fornecendo conhecimentos cruciais para os europeus na busca de soluções para lidar com os resíduos produzidos pelas indústrias de moda e têxteis", segundo o comunicado divulgado pela organização.
O Comité Técnico do Património Cultural Cipriota, criado em 2008 pelos líderes cipriotas gregos e turcos, sob os auspícios das Nações Unidas, restaurou "mais de 70 monumentos, propondo o património cultural como uma ferramenta poderosa para a reconciliação e a paz cooperação".
O quarto distinguido foi a exposição italiana "The Invention of a Guilty Party: The case of little Simone of Trento" ("L'invenzione del colpevole: Il caso di Simonino da Trento dalla propaganda alla storia"), que esteve patente em Trento no centro-oeste de Itália, "mostra a relevância de um caso histórico de anti-semitismo para o debate na atualidade sobre discriminação e intolerância na Europa, promovendo a reflexão crítica sobre o poder da propaganda e as 'fake news'".
Os quatro distinguidos com o Grande Prémio foram escolhidos pelo Conselho de Administração da Europa Nostra, sob recomendação de um júri de especialistas independentes, receberão cada um 10 mil euros.
A reabilitação da Igreja de Ursi também venceu o Prémio Escolha do Público, no valor de 7 mil euros. DE acordo com a organização, a escolha foi feita através do voto de 7.000 pessoas, no 'site' dos prémios Europa Nostra.
O ex-presidente da Fundação Calouste Gulbenkian Emílio Rui Vilar é o único português presente no Conselho Europa Nostra, organização representada em Portugal pelo Centro Nacional de Cultura.
Portugal era um dos candidatos ao Grande Prémio com o projeto do Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra (GEFAC), que em maio último recebeu o Prémio Europeu do Património Cultural Europa Nostra, na categoria de "Serviço Dedicado ao Património".
No ano passado, a Rede Tramontana III, liderada pela portuguesa Binaural, a Associação Cultural de Nodar, que tem vários parceiros em Espanha, França, Itália e Polónia, venceu o Prémio Europa Nostra na categoria de investigação, e o Grande Prémio Europeu do Património Cultural/Europa Nostra 2020.
Os Prémios Europeus do Património - Prémios Europa Nostra foram lançados pela Comissão Europeia, em 2002, e têm sido geridos desde então pela Europa Nostra, sendo apoiados pelo programa Europa Criativa da União Europeia.
Durante a cerimónia de entrega dos galardões, foram também anunciados os vencedores dos Prémios Especiais ILUCIDARE 2021: o projeto italiano HAP4MARBLE, pelos processos de conservação de mármore; e o consórcio UE-ALC - Museus, Comunidade & Sustentabilidade na Europa, América Latina e Caraíbas, pelos projetos de cooperação e desenvolvimento.
Os vencedores dos Prémios Especiais ILUCIDARE foram seleccionados pelo Consórcio ILUCIDARE, incluindo Europa Nostra. Estes prémios têm o apoio do Programa de Investigação e Inovação Horizonte 2020 da União Europeia.
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