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Reino Unido anuncia investimento superior a 5,8 mil milhões de euros em 'drones' militares

Investimento planeado será utilizado para acelerar a integração de sistemas não tripulados nas Forças Armadas.

30 de junho de 2026 às 00:01

O Governo britânico anunciou segunda-feira um investimento superior a 5 mil milhões de libras (5,8 mil milhões de euros) em 'drones' e sistemas autónomos, enquadrado num novo plano para adaptar as capacidades das Forças Armadas à guerra moderna.

Com um horizonte de quatro anos, o Plano de Investimento em Defesa, que o primeiro-ministro Keir Starmer irá apresentar na terça-feira, contempla a substituição gradual de pelo menos seis navios de guerra por novas unidades mais avançadas, segundo um comunicado do Ministério da Defesa.

Esta mudança responde à "rápida evolução da guerra moderna" e à crescente utilização de 'drones' e sistemas autónomos em conflitos como a invasão russa da Ucrânia e as guerras no Médio Oriente, destaca o comunicado.

O investimento planeado será utilizado para acelerar a integração de sistemas não tripulados nas Forças Armadas, incluindo capacidades para a Marinha, o Exército e a Força Aérea, com o objetivo de integrar estas tecnologias em operações conjuntas.

Na esfera naval, o plano prevê a transformação da Marinha Real numa "força híbrida" que combinará unidades tripuladas e não tripuladas, com o desenvolvimento de plataformas autónomas para vigilância, combate subaquático e defesa aérea, além dos seis novos navios.

No Exército, o programa inclui investimentos em sistemas autónomos de baixo custo, veículos terrestres não tripulados, novos 'drones' de ataque e reconhecimento e o reforço de unidades de elite.

Para a Royal Air Force (RAF), o plano prevê o desenvolvimento de aeronaves de combate não tripuladas colaborativas, que irão operar ao lado de aeronaves tripuladas, bem como novos sistemas de guerra eletrónica baseados em 'drones'.

Starmer afirmou que o investimento proporcionará "capacidades avançadas para travar ameaças em evolução" e "reforçar a segurança do Reino Unido".

O ministro da Defesa, Dan Jarvis, por sua vez, enfatizou a determinação de "equipar as Forças Armadas com o que precisam para servir com bravura e eficácia" num ambiente cada vez mais "complexo e perigoso".

O plano é apresentado antes da cimeira da NATO de 07 e 08 de julho na Turquia, no meio de críticas de militares e parlamentares de vários partidos, que consideram o investimento insuficiente para modernizar a defesa britânica.

Além disso, coincide com mudanças dentro do Partido Trabalhista, depois de Starmer ter anunciado na semana passada a intenção de se demitir devido à perda de confiança do seu grupo parlamentar.

No processo eleitoral interno em curso, o ex-presidente da Câmara de Manchester, Andy Burnham, é favorito para suceder Starmer na liderança do partido e do governo.

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