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Reserva de espreguiçadeiras com toalhas rende indemnização de quase mil euros a turista na Grécia

Operador turístico foi condenado a pagar uma compensação total de 986,70 euros. Empresa já tinha devolvido 350 euros ao cliente.

07 de maio de 2026 às 17:12

Um turista alemão conseguiu uma indemnização superior a 900 euros depois de não ter conseguido utilizar espreguiçadeiras durante umas férias em família na Grécia, devido à prática recorrente de reserva de lugares com toalhas.

O homem passou férias em 2024 na ilha grega de Kos, juntamente com a mulher e os dois filhos. Segundo relatou em tribunal, acordava diariamente às 06h00 para tentar garantir um lugar junto à piscina, mas mesmo assim acabava por passar cerca de 20 minutos à procura de uma espreguiçadeira disponível, de acordo com a BBC.

O turista decidiu avançar judicialmente contra a operadora turística responsável pelo pacote de férias, argumentando que o sistema de reservas informais tornava as espreguiçadeiras praticamente inutilizáveis para muitos hóspedes. O caso foi analisado por um tribunal distrital na Alemanha, que deu razão à família.

A viagem tinha custado inicialmente 7.186 euros, mas o operador turístico foi agora condenado a pagar uma compensação total de 986,70 euros. Antes da decisão judicial, a empresa já tinha devolvido 350 euros ao cliente.

Durante o processo, o turista alegou que a operadora falhou ao não aplicar a proibição do hotel relativa à reserva de espreguiçadeiras com toalhas, nem confrontou os hóspedes que recorriam à prática. Segundo o relato apresentado em tribunal, os filhos chegaram mesmo a ser obrigados a deitar-se no chão por falta de lugares disponíveis.

Na decisão, os juízes reconheceram que a agência de viagens não geria diretamente o hotel e, por isso, não podia garantir uma espreguiçadeira para cada cliente em todos os momentos. Ainda assim, consideraram que a operadora tinha a obrigação de assegurar uma organização capaz de garantir uma relação "razoável" entre o número de hóspedes e as espreguiçadeiras disponíveis.

A chamada 'guerra das espreguiçadeiras' é uma prática conhecida em muitos destinos turísticos, sobretudo em hotéis com piscinas muito concorridas. Habitualmente, os hóspedes deixam toalhas ou objetos pessoais nas cadeiras logo ao amanhecer para reservar lugar durante horas. Algumas operadoras turísticas têm procurado combater o fenómeno, como por exemplo através da pré-reserva de lugares junto à piscina mediante pagamento adicional.

Em algumas regiões de Espanha, as autoridades locais chegaram mesmo a ameaçar turistas com multas até 250 euros por reservarem espreguiçadeiras e abandonarem o local durante longos períodos.

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