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Correio da Manhã

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Filme revela coreanas obrigadas a ser 'escravas sexuais' na II Guerra Mundial

Imagens mostram mulheres que terão sido levadas para a China para satisfazer soldados japoneses.
Lusa 10 de Julho de 2017 às 14:06
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses
Imagens de 1944 mostram mulheres levadas da Coreia para serem escravas sexuais dos japoneses

Investigadores sul-coreanos descobriram imagens de várias mulheres que se pensa terem sido exploradas sexualmente pelo exército japonês durante a II Guerra Mundial, naquele que poderá ser o primeiro filme a documentar a existência das "escravas sexuais".



O filme, sem som, a preto e branco e de apenas 18 segundos, mostra sete mulheres de etnia coreana em frente a vários soldados norte-americanos e chineses que lutavam contra a ocupação japonesa.

Uma das mulheres fala com um soldado chinês, enquanto as restantes olham para a câmara ou para o chão com um ar assustado.

Pensa-se que as imagens tenham sido captadas em setembro de 1944 junto a uma "estação de conforto" (eufemismo para denominar os prostíbulos usados pelas tropas imperiais japonesas) na localidade de Sonshan, na província chinesa de Yunnan.

A gravação foi localizada por investigadores do Centro de Direitos Humanos da Universidade Nacional de Seúl nos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos.

Pensa-se que o filme tenha sido rodado pelo sargento norte-americano Edwards C. Fay, autor de fotografias de escravas sexuais divulgadas em 2000 e que parecem coincidir com as imagens agora conhecidas.

Os investigadores acreditam que os nomes das mulheres que aparecem no filme estarão nas listas oficiais de mulheres que o Exército japonês obrigou a prostituir-se.

Estima-se que cerca de 200.000 mulheres, principalmente na China e na península da Coreia, tenham sido forçadas a prestar serviços sexuais a soldados japoneses a partir dos anos trinta do século passado e especialmente na última fase da II Guerra Mundial, que acabou em 1945.

Atualmente, apenas 38 das mulheres citadas na lista oficial detida pelo governo sul-coreano estão vivas.

No final de 2015, o Japão, onde uma parte da classe política ainda questiona a existência das chamadas "mulheres de conforto", acordou com a anterior Administração sul-coreana conceder mil milhões de ienes (cerca de 7,6 milhões de euros) para um fundo de compensação para as vítimas.

A associação que representa as sobreviventes lamentou, no entanto, não ter sido ouvida durante as negociações, enquanto o novo Governo do Presidente Moon Jae-in, que assumiu o poder em maio, indicou que irá rever o acordo.

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