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Revelado passado de luta armada

O passado guerrilheiro da presidente eleita, Dilma Rousseff, poderá em breve ser conhecido.

18 de novembro de 2010 às 00:30

Depois de uma intensa batalha judicial, o jornal ‘Folha de S. Paulo’ conseguiu autorização do Superior Tribunal Militar (STM) para consultar os arquivos referentes ao período em que, nos anos 70, Dilma foi presa por participar na luta armada contra o governo militar que então governava o país.

Dilma, nessa época uma jovem rodeada de conforto e com uma educação tradicional em Minas Gerais, abandonou a família, entrou para a clandestinidade e juntou-se à Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, grupo armado que usava acções de guerrilha para desestabilizar o regime militar. Os documentos sobre a participação de Dilma na luta armada, a sua prisão no início de 1970, a tortura e a libertação três anos depois foram mantidos em segredo até hoje e o governo lutou para que assim continuassem.

Numa atitude unilateral, sob a alegação de que o jornal poderia fazer uso político dessas informações, o presidente do STM, Carlos Alberto Soares, chegou a trancar os documentos num cofre do tribunal. Mas, depois de vários recursos e passadas as eleições, na audiência definitiva sobre o caso, na qual não esteve presente aquele magistrado, dez dos onze juízes optaram pela abertura dos arquivos ao jornal paulista, que agora aguarda a publicação da decisão para assim poder ter acesso aos documentos.

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