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Presidente republicano anunciou nas redes sociais há duas semanas que estava a enviar tropas para a Polónia.
As Forças Armadas dos EUA aguardam esclarecimentos do Pentágono depois das oscilações do Presidente, Donald Trump, sobre níveis de tropas na Europa, que alteram a vida dos militares e custam milhões de dólares aos contribuintes, segundo responsáveis da defesa.
Os aliados da NATO ficaram perplexos em maio, quando Trump disse que enviaria 5.000 militares norte-americanos para a Polónia algumas semanas depois de ter ordenado que o mesmo número de homens seria retirado da Europa, na sequência de uma disputa com o chanceler alemão Friedrich Merz sobre a guerra do Irão.
A administração Trump afirma que as reduções de tropas na Europa estavam planeadas há muito e coordenadas com os aliados.
O presidente republicano anunciou nas redes sociais há duas semanas que estava a enviar tropas para a Polónia --- no mesmo dia em que o Pentágono tinha oficialmente ordenado o cancelamento do deslocamento de militares a caminho daquele país europeu, disse um dos responsáveis da defesa à agência de notícias Associated Press (AP).
O equipamento da unidade já estava a caminho. O seu envio custou ao exército 32 milhões de dólares (27,7 milhões de euros), disse o Comando de Transportes dos EUA, a agência militar responsável em grande parte pelo deslocamento de tropas e equipamentos pelo mundo.
As mudanças abruptas estão a obrigar os militares a "engenhar retroativamente" uma atuação em conformidade com a última declaração do presidente, adiantou um responsável.
Ambos os responsáveis foram informados sobre as decisões e, juntamente com outros, falaram à AP sob condição de anonimato por estarem a discutir assuntos militares sensíveis.
A incerteza não só está a perturbar os aliados europeus, preocupados com a mensagem que está a ser enviada à Rússia, mas também porque aquela acarreta o risco de afetar a moral dos militares americanos, alguns dos quais viram as suas rotações serem canceladas pouco antes da partida, e também porque surge num momento em que o orçamento do Exército já está pressionado.
As alterações ao destacamento de tropas para a Polónia acumulam-se. O destacamento rotativo para a Polónia de 4.000 militares da 2.ª Brigada de Combate Blindada do Exército, 1.ª Divisão de Cavalaria, baseada em Fort Hood, Texas, foi cancelado num memorando enviado aos militares no início de maio. Os aliados europeus tomaram conhecimento a meio do mês.
Algumas dessas tropas foram avisadas pouco antes de viajarem para não embarcarem num voo para a Polónia, enquanto aquelas que tinham sido enviadas antes - inicialmente cerca de 1.000 tropas --- ainda aguardam confirmação sobre se regressarão, acrescentou um responsável militar dos EUA.
O exército norte-americano também continua à espera de detalhes do Pentágono sobre como cumprir a ordem de Trump de enviar 5.000 militares para a Polónia, acrescentou o responsável.
A suposição é que aquelas tropas virão de unidades já presentes na Europa, em vez de pela mobilização adicional dos EUA, explicou a mesma fonte.
O Comando de Transporte dos EUA tinha fretado um navio para levar o equipamento da equipa do Texas para a Polónia e transportar o equipamento de uma unidade que regressa à América.
A parte do custo da equipa que chega foi de 32 milhões de dólares (27,7 milhões de euros), incluindo o fretamento do navio e o carregamento e descarregamento do equipamento. Como o navio foi fretado para levar uma unidade à Europa e trazer outra de volta, é difícil dizer se esse montante teria sido economizado caso a decisão de suspender o destacamento tinha sido feito antes da nova equipa ter já começado a deslocar-se para o estrangeiro.
No entanto, o oficial militar disse que a deslocação não programada de pessoal e equipamento de volta da Europa provavelmente não é um custo que o Pentágono tenha orçamentado e seria uma despesa adicional.
Os custos totais de cancelamento da rotação são difíceis de quantificar devido a muitos fatores, disse Joe Costa, um antigo alto funcionário do Pentágono que agora se concentra nos desafios que enfrentam as Forças Armadas dos EUA como diretor do programa Forward Defense do Atlantic Council.
Esses custo, provavelmente, resultam do retorno de equipamento e tropas enviados antes do destacamento e provavelmente estariam na extremidade baixa do custo total da rotação, considerou Costa.
Assim, o impacto maior é na prontidão das tropas, que foram treinadas para uma missão e podem ser destacadas para outra, realçou.
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