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Rubio convida primeiro-ministro indiano para visitar a Casa Branca

Marco Rubio chegou este sábado à Índia para relançar as relações comerciais com o país e tornar os Estados Unidos num fornecedor de energia em plena crise petrolífera global .

23 de maio de 2026 às 12:39

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, convidou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, para visitar a Casa Branca, disse este sábado o embaixador dos Estados Unidos na Índia, Sergio Gor.

Marco Rubio chegou este sábado à Índia para relançar as relações comerciais com o país e tornar os Estados Unidos num fornecedor de energia em plena crise petrolífera global e "transmitiu um convite em nome do Presidente Donald Trump para que o primeiro-ministro Modi visite a Casa Branca num futuro próximo", escreveu o embaixador norte-americano nas redes sociais, citado pela AFP.

A agenda de Rubio, que viaja acompanhado da sua mulher, Jeanette Rubio, começou em Calcutá com uma visita a uma casa de missionárias e a um orfanato e, depois da reunião com o primeiro-ministro indiano de este sábado, o itinerário oficial continuará no domingo com um encontro bilateral com o seu homólogo indiano, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia, S. Jaishankar, e incluirá paragens culturais em Jaipur e no Taj Mahal, na cidade de Agra.

Esta visita ocorre após um longo período de tensões comerciais entre Nova Deli e a Casa Branca, parcialmente amenizadas pela redução para 10% das tarifas recíprocas, em fevereiro, resultado de um acordo no qual Nova Deli se comprometeu a comprar 500 mil milhões de dólares em produtos americanos.

A estadia de Rubio na Índia termina na próxima terça-feira na capital indiana com a participação na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do Quad, uma aliança que inclui EUA, Índia, Japão e Austrália e que procura priorizar os interesses da aliança no Indo-Pacífico face à crescente influência da China.

Rubio chega à Índia depois de participar na reunião ministerial da NATO na Suécia, onde relacionou diretamente os desafios europeus à estabilidade na Ásia e disse aos jornalistas que o presidente dos EUA, Donald Trump, está desapontado com a posição europeia face à guerra com o Irão.

O conflito no Médio Oriente e a instabilidade no estreito de Ormuz tem provocado uma crise energética mundial, com forte impacto nos preços e na oferta de petróleo.

O secretário de Estado norte-americano falou num ligeiro progresso nas últimas horas nos frágeis diálogos que os EUA mantêm com Teerão sob a mediação das autoridades paquistanesas, embora tenha avisado que a Casa Branca tem um 'plano B' caso a via diplomática falhe.

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