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Correio da Manhã

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Separatistas catalães apelam à desobediência civil

Parlamento catalão reúne-se quinta-feira para decidir resposta à aplicação do artigo 155.
Ricardo Ramos 24 de Outubro de 2017 às 08:25
Independentistas catalães preparam resposta à iminente suspensão da autonomia, que será votada, na sexta-feira, no Senado espanhol
Barcelona
Milhares de pessoas saíram à rua a protestar contra a suspensão da autonomia catalã
Milhares de pessoas saíram à rua a protestar contra a suspensão da autonomia catalã
Independentistas catalães preparam resposta à iminente suspensão da autonomia, que será votada, na sexta-feira, no Senado espanhol
Barcelona
Milhares de pessoas saíram à rua a protestar contra a suspensão da autonomia catalã
Milhares de pessoas saíram à rua a protestar contra a suspensão da autonomia catalã
Independentistas catalães preparam resposta à iminente suspensão da autonomia, que será votada, na sexta-feira, no Senado espanhol
Barcelona
Milhares de pessoas saíram à rua a protestar contra a suspensão da autonomia catalã
Milhares de pessoas saíram à rua a protestar contra a suspensão da autonomia catalã
Os independentistas radicais da CUP apelaram ontem à "desobediência civil em massa" como resposta à intenção de Madrid de suspender a autonomia da Catalunha. Uma forma de luta secundada pelo governo catalão, cujo responsável de Assuntos Exteriores garantiu, em entrevista à BBC, que "todos os funcionários públicos" recusarão obedecer às ordens de Madrid.

"Não tenho qualquer dúvida de que todos os funcionários públicos catalães vão continuar a obedecer às ordens da instituições eleitas e legítimas", disse Raul Romeva sobre a intenção de Madrid de assumir o controlo direto das instituições catalãs. Já a Candidatura de Unidade Popular (CUP) anunciou "ações de luta não-violenta" para os próximos dias e apelou à população para responder "com desobediência civil em massa" à "agressão" espanhola.

Entretanto, o Parlamento catalão marcou para quinta-feira a sessão em que será discutida a resposta às medidas propostas pelo governo de Madrid ao abrigo do artigo 155, que incluem o controlo direto de todas as instituições catalãs, a destituição de todos os membros do executivo catalão e a convocação de eleições em seis meses.

A sessão deverá durar dois dias e poderá culminar, na sexta-feira, com uma declaração unilateral de independência, que coincidirá com a votação no Senado espanhol das propostas de Mariano Rajoy para "repor a legalidade" na Catalunha.

A aprovação das medidas não implica, porém, a sua aplicação imediata. Segundo juristas consultados pelo ‘El País’, as medidas terão de ser primeiro publicadas no boletim oficial do Estado e Rajoy poderá ainda querer convocar uma derradeira reunião do Conselho de Ministros, dando mais espaço de manobra ao governo catalão para reconsiderar e convocar eleições, que seriam a única forma de evitar a aplicação das medidas.

PORMENORES 
Prima de Puigdemont foge
A empresa de material ortopédica Invacare, propriedade de Ester Puigdemont Vila, prima do líder da Generalitat, Carles Puigdemont, juntou-se ontem às mais de 1300 empresas que decidiram nas últimas semanas abandonar a Catalunha devido à "situação política".

Debate no Senado
Puigdemont manifestou intenção de estar presente no Senado espanhol durante a discussão das medidas propostas pelo governo ao abrigo do artigo 155, mas a sessão está agendada para quinta-feira, dia em que reúne o Parlamento catalão.
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