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Sete mil mulheres inscrevem-se em 24 horas no primeiro alistamento feminino voluntário nas Forças Armadas do Brasil

Atualmente, as Forças Armadas do Brasil contam com 37 mil mulheres.

04 de janeiro de 2025 às 12:57

Numa resposta que surpreendeu até os mais optimistas, mais de sete mil jovens mulheres brasileiras inscreveram-se em somente 24 horas no primeiro alistamento feminino voluntário para ingressar nas Forças Armadas do Brasil. O alistamento voluntário de mulheres, aprovado no ano passado e que esta quinta-feira teve o seu primeiro dia de inscrições abertas, vai até 30 de Junho, o que faz prever uma disputa acirradíssima para as somente 1465 vagas disponibilizadas pelas Forças Armadas.

Podem inscrever-se mulheres que completem 18 anos em 2025, e o alistamento pode ser feito presencialmente, numa junta militar de recrutamento nas cidades onde elas existam, ou de forma virtual, através do sítio do Ministério da Defesa do Brasil. As candidatas podem escolher a Arma em que gostariam de servir, Exército, Marinha ou Força Aérea, e o alistamento só é voluntário até ao momento em que as candidatas forem admitidas, a partir daí o cumprimento do serviço militar passa a ser obrigatório pelo tempo mínimo estabelecido pela lei, 12 meses.

Cada candidata a soldado terá de passar por um rigoroso processo de seleção, que inclui uma entrevista presencial inicial e testes de saúde e aptidão física, sem distinção aos aplicados aos homens. O período inicial obrigatório de um ano para as mulheres que forem incorporadas em alguma das três Armas poderá ser prorrogado, dependendo do interesse delas e da necessidade do Exército, Marinha ou Força Aérea, por até oito anos, após o que as então mulheres militares serão dispensadas, recebendo um certificado de cumprimento do serviço militar e o de reservista das Forças Armadas.

Atualmente, as Forças Armadas brasileiras já contam com 37 mil mulheres, aproximadamente 10% do efetivo total, que entraram em alguma janela de contratação, ou passaram em algum concurso para cargos administrativos e nas áreas de Educação e Saúde, entre outros, mas é a primeira vez que acontece um alistamento feminino voluntário para cumprir o serviço militar no mesmo formato desde sempre aberto aos homens.

De acordo com o Ministério da Defesa, o objetivo é que, em poucos anos, o percentual de mulheres nas Forças Armadas aumente para 20%, o dobro do que é hoje, e que essas soldados enquanto estiverem nas fileiras se capacitem em cursos nas mais diversas áreas, de acordo com as necessidades das Forças Armadas e as suas próprias aptidões pessoais. 

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