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Sismos no centro de Itália sem registo de feridos

Três abalos com intensidade entre 3,2 e 5,5 tiveram epicentro e Áquila e Rieti.

18 de janeiro de 2017 às 10:01

Uma sequência de três sismos com intensidades entre 3,2 e 5,5 na escala de Richter abalaram esta manhã a região central de Itália.

O primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, disse que os três fortes sismos que abalaram a mesma região do centro de Itália devastada no ano passado por terramotos aparentemente não fizeram vítimas mortais.

Gentiloni considerou que hoje é "um dia difícil" para Itália, uma vez que os sismos ocorreram numa altura em que a região está há vários dias coberta de neve, o que levou ao corte do fornecimento de eletricidade nalgumas zonas e dificultou a chegada dos serviços de socorro após os sismos.

"Felizmente, parece que não houve mortes", disse o primeiro-ministro, que falava em Berlim após um encontro com a chanceler Angela Merkel.

Gentiloni lamentou a situação, frisando ser "alarmante para a população".

Os três sismos de hoje de manhã tiveram magnitudes até aos 5,5 graus Richter.

A chanceler alemã manifestou apoio e solidariedade com o povo italiano pelos sucessivos sismos que abalam a região e ofereceu ajuda: "Se a Itália precisar de ajuda, estamos ao seu lado", disse.

Os abalos tiveram epientro entre Áquila e Rieti, de acordo com os meios de comunicação locais. O primeiro abalo sentido foi de 5,4, seguindo-se outro com 3,2 graus e um terceiros com 5,5.

Há ralatos de vários residentes em Roma que dizem ter sentido os tremores. O metro da capital italiana foi evacuado após os tremores

O jornal La Reppublica dá conta de que o sismo foi sentido em Lazio, Abruzzo e Marche. Não há, para já, registo de feridos nem de danos materiais elevados, no entanto os acessos à autoestrada A24, que atravessa a região, foram cortados. Escolas e escritórios da região foram evacuados e as autoridades estão a analisar se o impacto teve consequências na estradas e caminhos de ferro do centro de Itália. A circulação ferroviária na região foi interrompida.

Há registo de milhares chamadas de pedidos de informação e socorro para o número de emergência italiano mas, de acordo com o presidente da Câmara de Ascoli Piceno, Guido Castelli, prendem-se com a forte queda de neve que se tem feito sentir e que, associada aos tremores, bloqueou as saídas de vários edifícios. "Há localidades que estão sem eletricidade há 48 horas e, caso seja necessário, o manto de neve que cobre a região pode dificultar a ação dos bombeiros", afirmou.

Têm sido sentidos vários tremores nas últimas semanas em Itália, mas o desta quarta-feira foi o mais forte.

Em agosto de 2016, um forte sismo de 6,2 abalou a região central de Itália, fazendo 299 mortos, largas dezenas de feridos e arrasando completamente a localidade de Amatrice.

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