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Correio da Manhã

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Sobe para 72 o número de mortos em ataque químico na Síria

Ocidente acusa governo sírio. Conselho de Segurança da ONU discute hoje o assunto.
Lusa 5 de Abril de 2017 às 08:16
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
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Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
O número de vítimas mortais devido ao bombardeamento químico de terça-feira em Khan Cheikhoun, no norte da Síria, subiu para 72, incluindo 20 crianças, informou esta quarta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A organização não-governamental alertou que nas últimas horas aconteceram novos bombardeamentos em Khan Cheikhoun, realizados por aviões de guerra não identificados.

A Organização Mundial de Saúde revelou esta quarta-feira que os sintomas das vítimas são semelhantes aos que ocorrem nas vítimas de químicos com gá de nervos.

"Alguns dos casos parecem ter sinais consistentes com a exposição a químicos organo-fosforados, uma categoria que inclui agentes nervosos", explica a OMS em comunicado

"A probabilidade de exposição a um ataque químico é amplificada por uma aparente ausência de lesões externas
nos casos que demonstram uma rápida escalada de sintomas, que incluem crises respiratórias agudas como a causa da morte", acrescenta a OMS.

Ocidente ataca governo Sírio
As potências ocidentais responsabilizam o regime de Bashar al-Assad pelo ataque de terça-feira. O Conselho de Segurança da ONU reúne esta quarta-feira de emergência para discutir o ataque. 

Os Estados Unidos, França e Reino Unido propuseram aos restantes membros do Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução a condenar o alegado ataque químico no norte da Síria. O texto condena o ataque na localidade síria de Khan Cheikhoun, na província de Idleb, pede à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) que informe rapidamente sobre a investigação em curso e exige às autoridades sírias que colaborem com os especialistas internacionais.

Entretanto, o ministro da Defesa da Rússia,Igor Konoshenkov, defendeu esta quarta-feira que as mortes se devem a uma fuga de gás venenoso que estaria a ser usado numa fábrica de armamento das forças rebeldes. O governante diz que o gás se espalhou após a aviação do governo sírio ter bombardeado a fábrica.

A explicação do governante russo não convence as potências ocidentais, que responsabilizaram o regime de Bashar al-Assad pelo ataque.

O Presidente dos Estados Unidos falou de um provável "crime de guerra" e disse que "não pode ser ignorado pelo mundo civilizado". Donald Trump assegurou que a Rússia e o Irão, como garantes do cessar-fogo na Síria, são responsáveis morais pelo sucedido.

Trump afirmou que os "atrozes atos do regime de Bashar al-Assad são consequência da fraqueza e indecisão" mostradas pelo Governo do anterior chefe de Estado norte-americano Barack Obama, que, em 2012, disse que estabeleceria uma "linha vermelha" para intervir na Síria caso fossem usadas armas químicas "e depois não fez nada".

O Presidente francês, François Hollande, disse que Assad "conta com a cumplicidade dos aliados para beneficiar de uma impunidade intolerável".

"Os que apoiam esse regime podem medir novamente a amplitude da sua responsabilidade política, estratégica e moral", disse Hollande.

No passado mês de fevereiro, a Rússia e a China vetaram uma resolução que tentava impor sanções ao Governo de Damasco pelo uso de armas químicas em 2014 e 2015.

Uma investigação conjunta da ONU e da OPAQ determinou que o regime sírio esteve por detrás de vários ataques com substâncias proibidas nesses anos, e indicou que o grupo extremista Estado Islâmico também usou armas químicas em pelo menos uma ocasião.
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