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Somália vai permitir casamento forçado a partir do momento em que meninas atinjam puberdade

Cerca de 45% das mulheres naquele país casam antes dos 18 anos em uniões arranjadas.

12 de agosto de 2020 às 15:25

O parlamento da Somália está a gerar polémica ao substituir uma lei que protege mulheres e meninas da violência com outra que permite o casamento forçado com menores desde que as meninas tenham atingido a puberdade. 

A nova lei irá permitir assim que continuem a existir casamentos arranjados com meninas menores de idade. O país do leste de África tem elevadas taxas de casamento infantil e violência contra as mulheres, incluindo violações e mutilação genital feminina. 

Cerca de 45% das mulheres da Somália casaram, obrigadas pelas famílias em casamentos arranjados, com menos de 18 anos e 98% sofreu mutilação genital feminina, de acordo com dados das Nações Unidas.

Ari Gaitanis, porta-voz da Operação das Nações Unidas na Somália, afirma que este é um "passo atrás" nos direitos das mulheres e crianças naquele país. 

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