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Correio da Manhã

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Daesh reivindica ataque em Orlando

No massacre morreram 50 pessoas.
12 de Junho de 2016 às 18:57
Ataque é considerado o pior massacre interno perpetuado por um só homem na história dos Estados Unidos
Ataque é considerado o pior massacre interno perpetuado por um só homem na história dos Estados Unidos FOTO: Reuters
A Amaq, agência de notícias do Daesh, anuncia que o grupo extremista foi o responsável pelo massacre na discoteca gay Pulse, em Orlando, na Florida, Estados Unidos.







Os meios de comunicação dos Estados Unidos já tinham afirmado que o homem que matou 50 pessoas e feriu outras 53, no ataque na discoteca gay Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos, terá ligado para o número de emergência 911 a anunciar que ia fazer um ataque de motivações religiosas e cumplicidade com o Daesh.

"Sabemos que ele tinha sido alvo de investigação no passado. Ele não estava no centro das investigações, mas era suspeito de ter ligações com radicais islâmicos e simpatias com a ideologia radical islâmica", precisou um responsável norte-americano na CNN.

Omar Mateen, de 29 anos, protagonizou este domingo aquele que já é considerado o pior massacre interno perpetuado por um só homem na história dos Estados Unidos.


Omar Mateen,de 29 anos, era um cidadão norte-americano de origem afegã 


O pai do autor do massacre, Omar Mateen, identificado como um cidadão norte-americano de origem afegã com 29 anos, afirmara que o crime "não tem nada que ver com religião", mas possivelmente com o facto de o filho ter visto "dois homens a beijar-se em frente da sua mulher e do seu filho e ter ficado muito zangado".

"Não sabíamos de nada. Estamos chocados como todo o país", disse o pai, Mir Seddique, pedindo desculpas em nome da sua família pelo ato do filho, o mais grave assassínio em massa da história dos Estados Unidos.

O governador do estado da Florida, Rick Scott, já veio dizer que se trata "claramente um ato de terrorismo". "Quando alguém entra desta forma, e dispara e elimina um tal número de vidas e deixa um número igual de feridos, trata-se claramente de um ato de terror", declarou o governador em conferência de imprensa. 

As autoridades abriram um inquérito por terrorismo, mas consideram - até ao momento - que o atacante atuou sozinho. 
Na altura do massacre estavam 320 pessoas no interior da discoteca.

Tanto a cidade de Orlando, como o Estado da Florida declararam o estado de emergência.
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