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Theresa May exige respeito à União Europeia

Líder britânica acusa parceiros europeus de rejeitarem a sua proposta de Brexit sem apresentarem alternativas.

22 de setembro de 2018 às 01:30

Um dia depois da tensa cimeira de líderes europeus sobre o Brexit, em Salzburgo, Áustria, a primeira-ministra inglesa, Theresa May, exigiu esta sexta-feira ser tratada com "respeito" pela União Europeia (UE) e desafiou os parceiros europeus a apresentarem uma proposta alternativa à sua.

"Não é aceitável rejeitar simplesmente as propostas do outro lado sem uma explicação detalhada e sem contrapropostas", afirmou May, que não gostou de ouvir Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, dizer que a proposta britânica "não vai funcionar".

May considera que, sem uma alternativa credível da UE, "não é possível avançar", mas alerta que não aceitará uma solução que passe por separar a Irlanda do Norte do resto do Reino Unido.

A líder britânica considerou igualmente inaceitável a proposta de manter o Reino Unido na área económica e aduaneira comum. Isso implicaria "continuar a obedecer às regras da UE", algo que, segundo May, trairia a vontade dos britânicos expressa no referendo do Brexit. A proposta de May é, recorde-se, manter o Reino Unido num mercado comum de bens mas não de pessoas e serviços.

As tensões foram resumidas por Jean-Claude Juncker de forma irónica. O presidente da Comissão Europeia comparou a UE e o Reino Unido a dois porcos- -espinhos e concluiu: "É preciso terem cuidado quando se abraçam, para evitarem que haja arranhadelas."

PORMENORES 

Escócia critica

A primeira-ministra escocesa Nicola Sturgeon, que rejeita o Brexit, acusou May de "abdicar da sua responsabilidade" ao tentar culpar a UE pela falta de acordo, e garantiu que se trata de um erro que terá "pesadas consequências políticas" para o Partido Conservador.

Apelo trabalhista

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, apelou ontem à primeira-ministra inglesa e à União Europeia para "acabarem com as brincadeiras políticas" e negociarem um acordo sério. "Uma saída sem acordo não pode ser solução", frisou o líder trabalhista.

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