page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Trump alerta que transição causada pelas suas políticas terá "um custo"

Pequim é, sem dúvida, o principal alvo das taxas alfandegárias impostas por Washington desde que Donald Trump regressou à Casa Branca, em 20 de Janeiro.

10 de abril de 2025 às 23:32

O Presidente norte-americano Donald Trump alertou esta quinta-feira que a transição associada à sua política tarifária, particularmente agressiva em relação à China, terá "um custo", uma vez que Wall Street está em forte declínio.

"A transição terá um custo e causará problemas, mas, no final do dia, será uma coisa boa", frisou o presidente norte-americano, durante uma reunião do seu governo na Casa Branca.

A bolsa de Wall Street abriu esta quinta-feira com perdas, menores que em algumas das sessões dos últimos dias, depois dos ganhos de um fim de sessão animado pela suspensão, na quarta-feira, de algumas das tarifas internacionais pelos EUA.

Ao anunciar na quarta-feira uma pausa de 90 dias nas chamadas tarifas recíprocas, Donald Trump mudou de rumo e parece estar agora a concentrar a sua atenção na China, noticiou a agência France-Presse (AFP).

Pequim é, sem dúvida, o principal alvo das taxas alfandegárias impostas por Washington desde que Donald Trump regressou à Casa Branca, em 20 de Janeiro.

Em primeiro lugar, houve um imposto adicional de 10%, que Washington disse ser justificado pelo papel desempenhado pelos chineses na produção de fentanil, um opióide que está a provocar uma grave crise de saúde nos Estados Unidos.

Para reduzir o défice comercial com a China, Donald Trump aumentou o encargo em 34% na semana passada.

Pequim retaliou com uma tarifa de 34% sobre todos os produtos dos EUA.

Em resposta, o presidente dos EUA acrescentou mais 50%.

Pequim respondeu com uma nova taxa de 84%, e poucas horas depois Donald Trump anunciou que a sobretaxa sobre os produtos chineses passaria a ser de 125% para os direitos aduaneiros recíprocos, a que se juntam os 20% ligados à crise do fentanil, ou seja, 145% superiores aos impostos existentes quando regressou ao poder.

Todos os produtos que entram nos Estados Unidos estão sujeitos a uma sobretaxa de 10% desde a semana passada.

Tarifas punitivas adicionais deveriam ser impostas a dezenas de países, incluindo os da União Europeia, na quarta-feira, antes de Donald Trump reverter a decisão e conceder-lhes um adiamento de 90 dias.

O imposto mínimo de 10% representa ainda um aumento significativo para a maioria dos produtos: as importações europeias eram anteriormente taxadas em menos de 3%, em média, à entrada nos Estados Unidos.

De todas as importações, mais de 87% dos produtos foram tributados em menos de 10% em 2023, de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Embora já não sejam o centro das atenções, o Canadá e o México foram as primeiras vítimas da paixão declarada de Donald Trump pelas taxas alfandegárias. Tal como a China, ambos os países foram acusados de combater insuficientemente o tráfico de fentanil.

Apesar do acordo de comércio livre USMCA entre os três países, o bilionário republicano impôs uma tarifa de 25% sobre todos os produtos dos seus dois vizinhos (e uma tarifa de 10% sobre os produtos energéticos canadianos).

O Canadá começou a retaliar, o México preferiu adiar.

Donald Trump deu um passo atrás ao suspender temporariamente as tarifas sobre os produtos que entram nos Estados Unidos ao abrigo do USMCA, o que, segundo a Casa Branca, representa quase metade do comércio entre os três países. Essa pausa ainda está em curso.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8