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Trump defende que resistência à construção de centros de dados beneficia a China

Instalações concentram milhares de servidores para processar, armazenar e distribuir grandes volumes de informação para serviços online e sustentam a infraestrutura crescente da inteligência artificial.

31 de agosto de 2026 às 18:56

O Presidente norte-americano defendeu eST a expansão dos centros de dados no país e criticou o movimento crescente que se opõe à sua construção, argumentando que isso beneficiaria a China na corrida pela liderança em inteligência artificial.

"A única razão pela qual as comunidades em todos os Estados Unidos não deveriam querer centros de dados é se quiserem acabar por ficar atrasadas e pobres. Se querem ter sucesso e ser ricas, com impostos muito mais baixos e empregos por todo o lado, deixem os centros de dados prosperarem", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

O líder republicano, que tem promovido a construção de centros de dados face àqueles que denunciam os efeitos negativos para o clima e para o bolso dos norte-americanos, insistiu que "a boa notícia é que há muitos outros locais" que querem acolher estas instalações.

"Se matarmos a galinha dos ovos de ouro, a culpa será apenas vossa. A China não poderia estar mais satisfeita com este movimento contra os centros de dados. Na verdade, nem conseguem acreditar que isto está a acontecer!", adiantou.

Nos Estados Unidos, existem cerca de 4 mil centros de dados, e pelo menos mais 75 que estão em fase de planeamento foram afetados, no primeiro trimestre de 2026, por restrições locais.

Os cinco gigantes tecnológicos --- Amazon, Microsoft, Google, Meta e Oracle --- preveem investir mais de 750 mil milhões de dólares (cerca de 645 mil milhões de euros ao câmbio atual) nestes centros de dados em 2026, o maior aumento do investimento de capital num único setor em décadas.

Estas instalações concentram milhares de servidores para processar, armazenar e distribuir grandes volumes de informação para serviços online e sustentam a infraestrutura crescente da inteligência artificial.

Para desempenhar as suas funções, consomem cada vez mais energia e dependem de refrigeração constante, pelo que exigem uma grande quantidade de água e eletricidade.

Ao custo ambiental junta-se a preocupação de muitos cidadãos com o aumento das suas contas.

Mais de 70% dos norte-americanos opõem-se à construção destas instalações nas suas vilas ou cidades, uma percentagem superior àquela que rejeita uma central nuclear, de acordo com uma sondagem recente da Gallup.

A oposição aos centros de dados tem-se espalhado por ambos os lados do espectro político norte-americano, apesar da posição favorável da Casa Branca.

Primeiro foram os democratas, embora já se tenham juntado a esta estratégia membros do Partido Republicano, que pedem restrições ou moratórias para travar o seu crescimento, um tema que ganha relevância a pouco mais de dois meses das eleições intercalares que irão renovar a Câmara dos Representantes e um terço do Senado dos Estados Unidos.

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