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Trump impõe ao Irão "sanções mais severas jamais aplicadas a um país". Medida surge após ataques na Arábia Saudita

Presidente dos EUA explicou que as novas sanções se dirigem "diretamente ao mais alto nível".
Lusa 20 de Setembro de 2019 às 17:07
Donald Trump
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Donald Trump, presidente dos EUA
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Donald Trump, presidente dos EUA
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Donald Trump, presidente dos EUA

O Presidente norte-americano, Donald Trump anunciou esta sexta-feira novas sanções contra o sistema bancário iraniano, assegurando tratar-se das "mais severas jamais impostas a um país".

"Acabamos de sancionar o banco nacional do Irão. Acabamos mesmo de o fazer", disse Trump a partir da Sala Oval da Casa Branca, após um encontro com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison.

Segundo Trump, as novas sanções "dirigem-se diretamente ao mais alto nível" e explicou que essa entidade atua como banco central iraniano.

As novas sanções surgem na sequência dos ataques de sábado com "drones" (veículos não tripulados) a um campo petrolífero da Arábia Saudita, em que Washington responsabilizou o Irão, o que é desmentido por Teerão.

Os Estados Unidos já têm em curso uma série de sanções ao Irão desde que abandonaram o acordo nuclear, em novembro de 2018.

Ao falar também aos jornalistas, o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, considerou que as mais recentes sanções impostas ao Irão demonstram que os Estados Unidos estão a manter "pressão máxima" sobre Teerão.

"Cortamos agora todos os fundos para o Irão", afirmou, explicando que, desta forma, ataca-se "a última fonte de rendimento do banco central iraniano e do Fundo Nacional de Desenvolvimento".

"Isso significa que os fundos soberanos serão cortados do nosso sistema bancário, pelo que não seguirá mais dinheiro para os 'Guardas da Revolução' [exército de elite do poder iraniano] para financiar o terrorismo", acrescentou.

Segundo o Tesouro norte-americano, o banco central iraniano e o Fundo Nacional de Desenvolvimento têm "financiado em milhões e milhões de dólares os ‘Guardas da Revolução’ e a sua ‘Força Qods’", encarregada das operações exteriores, e ainda o "seu aliado terrorista, o Hezbollah" libanês.

Os três grupos são considerados por Washington como "organizações terroristas".

O banco central iraniano e grande parte das entidades financeiras iranianas estão já sob sanções norte-americanas desde novembro de 2018, após a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear.

Por outro lado, o governador do banco central do Irão foi integrado em maio de 2018 na "lista negra" elaborada pelos Estados Unidos por "financiamento ao terrorismo".

Na quarta-feira, o presidente norte-americano anunciou ter ordenado um "aumento substancial" das sanções contra o Irão, após a polémica criada pelo ataque às refinarias sauditas.

"Acabo de ordenar ao secretário do Tesouro que aumente substancialmente as sanções contra o Irão", escreveu então Trump na rede social Twitter.

Trump prevê examinar hoje as várias opções militares contra o Irão, mas continua reticente a autorizar uma intervenção de grande escala como retaliação aos ataques de sábado.

Segundo o jornal The New York Times, vários membros da equipa de segurança nacional de Trump terão estado reunidos na quinta-feira para ultimar uma lista de possíveis objetivos no Irão que Washington poderia atacar.

O secretário da Defesa norte-americano, Mark Esper, e o chefe do Estado Maior Conjunto, general Joseph Dunford, devem apresentar essas opções ainda hoje a Trump durante uma reunião do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, acrescentou o mesmo jornal.

O The New York Times, citando uma fonte oficial, refere ainda que, entre as opções que propõe o Pentágono, não está incluída a possibilidade de ataques em grande escala, centrando-se mais em "operações clandestinas" a locais de onde o Irão lança os "drones" e mísseis de cruzeiro, bem como aos paióis de munições.

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