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Trump trava resposta “desproporcionada”

“Não me agradou matar 150 pessoas para retaliar por abate de um drone não tripulado”, justificou presidente dos EUA.
Ricardo Ramos 22 de Junho de 2019 às 01:30
Donald Trump, Presidente dos EUA
Donald Trump, Presidente dos EUA
Donald Trump
Donald Trump
Donald Trump, Presidente dos EUA
Donald Trump, Presidente dos EUA
Donald Trump
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Donald Trump, Presidente dos EUA
Donald Trump, Presidente dos EUA
Donald Trump
Donald Trump
O presidente Donald Trump mandou abortar, à última hora, um ataque retaliatório contra o Irão na quinta-feira à noite, por considerar "desproporcional" matar 150 pessoas como resposta ao derrube de um drone não tripulado norte-americano por um míssil iraniano, horas antes.

O jornal New York Times avançou que os aviões já estavam no ar, e os navios dos EUA na região do Golfo Pérsico encontravam-se em posição para lançar os ataques contra alvos iranianos quando o presidente deu a ordem para cancelar a missão.

"Estávamos preparados para retaliar contra três alvos diferentes quando eu perguntei quantas pessoas iriam morrer. Um general disse-me que seriam 150 e eu decidi abortar o ataque 10 minutos antes. Seria desproporcional ao derrube de um avião não tripulado", confirmou Trump no Twitter mais tarde.

Os ataques tinham como alvo radares e baterias antiaéreas iranianas e, segundo a Reuters, foram autorizados por Trump com o apoio unânime dos seus conselheiros de Segurança Nacional e do Pentágono. A decisão de abortar o ataque foi tomada, única e exclusivamente, por Trump.

Já com os aviões no ar, o presidente dos EUA terá feito chegar uma mensagem ao regime iraniano através do Qatar, avisando para os ataques iminentes e garantindo que os EUA não estavam interessados numa guerra com o Irão e queriam dialogar "sobre vários assuntos".

"Trump deu-nos um curto período de tempo para responder, mas nós avisámos que a única pessoa que poderia decidir isso era o líder supremo, Ayatollah Ali Khamenei", referiu fonte iraniana à Reuters, acrescentando que os americanos foram informados de que Khamenei "não deseja dialogar com os EUA".

O regime iraniano enviou ainda a mensagem de que qualquer ataque "teria graves consequências regionais e internacionais".

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