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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

UE suspeita que Sanofi abusou de posição dominante no mercado das vacinas da gripe

Executivo comunitário realizou inspeções sem aviso prévio nas instalações da farmacêutica em setembro de 2025.

26 de junho de 2026 às 10:55

A Comissão Europeia anunciou esta sexta-feira a abertura de uma investigação formal à farmacêutica francesa Sanofi por suspeitar de abuso de posição dominante com a promoção da sua vacina contra a gripe para pessoas vulneráveis na União Europeia (UE).

"A Comissão Europeia abriu uma investigação formal em matéria de concorrência para avaliar se a Sanofi violou as regras de concorrência da UE ao realizar uma campanha de comunicação que descredibiliza a única vacina concorrente contra a gripe recomendada para doentes vulneráveis com fatores de risco", acusa o executivo comunitário em comunicado.

Bruxelas quer, assim, investigar se a farmacêutica francesa Sanofi violou as regras europeias da concorrência ao desenvolver uma "campanha de comunicação enganosa" que apresentava a vacina "Fluad", da empresa CSL Seqirus, como inferior à sua própria vacina, a "Efluelda".

A campanha em causa "terá sido dirigida sobretudo a profissionais de saúde na Alemanha e em França", segundo a instituição, que numa avaliação preliminar considera que a Sanofi detém uma posição dominante nos mercados francês e alemão das vacinas melhoradas contra a gripe para pessoas com mais de 60 anos.

Entre as preocupações identificadas estão alegações de que a base científica da "Fluad" seria mais fraca do que a da "Efluelda", uma posição que, de acordo com o executivo comunitário, contradiz as conclusões do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e dos grupos técnicos nacionais de aconselhamento em matéria de imunização de França e da Alemanha.

Bruxelas aponta, ainda, para possíveis representações enganosas das recomendações nacionais de vacinação e, no caso alemão, para alegações de que a recomendação favorável à "Fluad" continuaria sujeita a objeções científicas por resolver.

Se confirmadas, estas práticas poderão constituir um abuso de posição dominante, proibido pelo artigo 102.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia.

A abertura da investigação não significa, contudo, que a Comissão Europeia tenha já concluído pela existência de uma infração, uma vez que a Sanofi poderá agora responder e apresentar compromissos.

O executivo comunitário realizou inspeções sem aviso prévio nas instalações da farmacêutica em setembro de 2025.

Não existe um prazo legal para a conclusão de uma investigação desta natureza.

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