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Um ano depois da tragédia, Chapecoense ainda tenta regressar à normalidade

Avião que levava a equipa brasileira despenhou-se na Colômbia. Só sobreviveram seis dos 77 ocupantes.
Lusa 28 de Novembro de 2017 às 10:58
Adeptos da Chapecoense
Chapecoense vence primeiro título após tragédia
Chapecoense vence primeiro título após tragédia
As imagens do regresso da Chapecoense aos relvados
As imagens do regresso da Chapecoense aos relvados
As imagens do regresso da Chapecoense aos relvados
Funeral das vítimas do acidente aéreo na Colômbia
Centenas de adeptos da Chapecoense nas bancadas
Funeral das vítimas do acidente aéreo na Colômbia
Funeral das vítimas do acidente aéreo na Colômbia
Funeral das vítimas do acidente aéreo na Colômbia
Prepara-se o velório das vítimas
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Adeptos da Chapecoense
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Chapecoense vence primeiro título após tragédia
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As imagens do regresso da Chapecoense aos relvados
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Adeptos da Chapecoense
Um ano depois da queda do avião que vitimou equipa técnica, plantel e direção, a Chapecoense ainda tenta regressar à normalidade, enquanto decorrem investigações ao acidente e as famílias das 71 vitimas aguardam indemnizações.

A 28 de novembro de 2016, a equipa brasileira viajava para Medellín, onde iria defrontar os colombianos do Atlético Nacional na final da Taça Sul-Americana, quando o voo 2933 da companhia privada LaMia se despenhou já perto do aeroporto.

A falta de combustível foi a causa da queda do avião, do qual sobreviveram seis dos 77 ocupantes, três jogadores, dois tripulantes e um jornalista.

O acidente 'decapitou' o clube do sul do Brasil, no seu momento mais brilhante, e desencadeou uma 'onda' de solidariedade que levou a Chapecoense a disputar vários jogos particulares, um pouco por todo o mundo, depois de erguer a Taça Sul-Americana, a título honorário e a pedido do finalista Atlético Nacional.

Da equipa orientada por Caio Júnior, antigo avançado que jogou em Portugal, resiste apenas Alan Ruschel, um dos três sobreviventes do plantel, juntamente com o guarda-redes Jackon Follmann, que ficou sem a perna direita, e Neto, que ainda está em processo de recuperação.

Depois do primeiro jogo oficial, no qual a malograda equipa foi homenageada com a presença das famílias, um dos momentos mais marcantes da época ocorreu em agosto último, em Camp Nou, com o regresso aos relvados de Alan Ruschel, antes de voltar aos jogos oficiais.

O esforço do novo presidente do clube de Chapecó, Plínio Filho, em regressar rapidamente à normalidade é contestado pelas famílias das vítimas, que lamentam a falta de memória pelos mortos, mas acabou por ser recompensado com a manutenção no 'Brasileirão'.

A equipa totalmente renovada, sob o comando do técnico Vagner Mancini, conquistou o regional de Santa Catarina, mas foi eliminada da Taça dos Libertadores, na estreia na principal prova sul-americana de clubes, por utilização irregular do central Luiz Otávio.

O clube liderou o campeonato brasileiro nas primeiras jornadas, mas acabou por 'cair' na tabela e provocar a saída do treinador, que foi substituído por Vinicius Eutrópio, em julho.

O ex-treinador do Estoril-Praia esteve pouco tempo no cargo, sendo substituído interinamente por Cris Emerson, até à entrada em funções de Gilson Kleina, que assegurou a permanência no 'Brasileirão'.

Só com a manutenção assegurada, já este mês, os adeptos do clube voltaram a ter motivos para festejar no estádio Arena Condá, na cidade Chapecó, no estado de Santa Catarina e entoar cânticos como "Vamos, vamos, vamos, Chape".

Fora do recinto de jogo, prosseguem as investigações, tendo sido recentemente divulgada a informação de que o avião não pertenceria à LaMia, mas ao ex-senador venezuelano Ricardo Albacete.

As famílias das vítimas lamentam o atraso nas indemnizações, admitindo a dificuldade em encontrar responsáveis, uma vez que a companhia aérea não detinha um seguro válido.

Em outubro, a Chapecoense anunciou a entrega de 11.010 reais (cerca de 2.870 euros) a cada uma das 68 famílias das vítimas do acidente, montante angariado com os jogos particulares, ficando a outra metade das receitas aplicada na "ajuda da recuperação do clube".

Ainda fora dos relvados, em agosto, o novo plantel, Jackson Follmann e Alan Ruschel foram abençoados em Roma pelo Papa Francisco, que poucos dias após o acidente recebeu uma camisola com o número 71, numa alusão ao total de vítimas (19 futebolistas, 25 elementos do 'staff', 20 jornalistas e sete tripulantes).
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