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PSOE vence eleições em Espanha e extrema-direita afirma-se como terceira força política

Cerca de 37 milhões de espanhóis são chamados às urnas para exercer o seu direito de voto.
Lusa 10 de Novembro de 2019 às 09:21
Eleições em Espanha
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Com cerca de 95% dos votos escrutinados, o PSOE lidera a contagem com cerca de 28% dos votos, correspondentes a 120 deputados eleitos, estando em segundo lugar os conservadores do Partido Popular (PP) com 88 lugares e em terceiro o partido de extrema-direita Vox com 52 lugares.

A coligação de extrema-esquerda Unidas Podemos elegeu até agora 35 deputados e o Cidadãos obtém apenas 10 lugares.
Com estes resultados, o bloco dos partidos de esquerda (PSOE, Unidas Podemos e Mais País) totaliza 158, enquanto o bloco de direita (PP, Vox e Cidadãos) alcança 150 lugares. A participação eleitoral é de 69,96%.

Nas eleições de 28 de abril, os socialistas do PSOE tiveram 28,7% dos votos, seguidos pelo PP com 16,7%, o Cidadãos (direita liberal) com 15,9%, o Unidas Podemos (extrema-esquerda) com 14,3% e o Vox (extrema-direita) com 10,3%.

19h35 - 
A Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) perde um deputado mas ultrapassa os socialistas catalães, segundo a primeira sondagem da TV3, a estação de televisão autonómica Catalã.

De acordo com a primeira previsão respeitante aos resultados na região autónoma, a ERC elege entre 13 a 14 deputados; seguida dos socialistas catalães (PSC), que conseguem entre 12 a 13 lugares.

Em terceiro lugar, segundo a mesma sondagem, situa-se Juntos por Catalunha (JxCat) con seis a sete deputados; na quarta posição Común Podem com cinco a sete lugares.

19H00 -
O PSOE deverá ganhar este domingo as legislativas em Espanha sem maioria absoluta. Segundo a projeção à boca das urnas da televisão pública espanhola (TVE), os socialistas perdem deputados, devendo eleger entre 114 a 119 - menos quatro a nove do que em abril. Por outro lado, a direita elege mais deputados. 

14h00 -  Taxa de participação perto dos 38% ao início da tarde

A taxa participação nas eleições legislativas espanholas de hoje situou-se nos 37,93%, às 14h00 locais, menos uma em Lisboa, tendo registado uma quebra de 3,5% em relação ao anterior sufrágio de 28 de abril.

Em abril, a corrida às urnas espanholas registava os 41,49% à mesma hora.

As urnas abriram em Espanha com "total normalidade" nas segundas eleições do ano, de acordo com o primeiro balanço feito pela subsecretária do Ministério do Interior, Isabel Goicoechea, e pelo secretário de Estado da Comunicação, Miguel Ángel Oliver.

O dia decorre com tranquilidade, mas duas pessoas morreram nos seus locais de voto, uma mulher em Granada, e um homem em Guipúzcoa, de acordo com agência noticiosa Efe.

Os principais líderes políticos votaram nas primeiras horas após a abertura das urnas, chamando a atenção para a participação popular para terminar com o bloqueio governamental.

O cabeça de lista socialista e presidente do Governo em funções, Pedro Sánchez, foi um dos mais madrugadores e deslocou-se às urnas a Pozuelo de Alarcón, em Madrid, pelas 09:44 (08:44 em Lisboa).

Sem falar de possíveis convergências, apelou à participação, reivindicando o valor da democracia.

"[A democracia] une-nos como país e fortalece-nos", disse Sánchez, lembrando que "a votação de hoje vai escolher a Espanha de amanhã".

Por seu turno, o líder do PP, Pablo Casado, deslocou-se à sua escola, em Madrid, cerca das 10h20 locais, onde apelou aos espanhóis para votarem "massivamente" para obter "um resultado claro" que aposte na estabilidade do país.

Pouco depois, o candidato do Ciudadanos, Albert Rivera, apelou também ao voto dos indecisos, para que o seu partido seja "a chave" contra a paralisia em Espanha.

Rivera, citado pela Efe, disse que "se o centro não se alarga, os extremos vencem".

Em Galapagar (Madrid), o líder do Unidas Podemos, Pablo Iglésias, assegurou que, após as eleições, entrará em contacto com o PSOE, de Pedro Sánchez, adiantando que "a coragem" do seu partido e "a experiência" dos socialistas tornariam o país numa referência em política social.

"Vamos deixar as acusações para trás", acrescentou Iglésias.

O último a deslocar-se ao local de voto em Madrid, por volta das 13h15 locais, foi o líder do Vox, Santiago Abascal.

Abascal referiu esperar que o resultado sirva para "fortalecer a união de Espanha e a liberdade da harmonia espanhola e nacional", afastando qualquer "tentativa de divisão, ódio ou confronto entre os espanhóis".

Os líderes do PP, Ciudadanos e VOX defenderam ainda a necessidade de garantir o voto livre na Catalunha e o trabalho das forças e órgãos de segurança daquela comunidade.

Segundo a Efe, a manhã eleitoral decorreu sem incidentes na Catalunha.

Os cerca de 37 milhões espanhóis podem exercer o seu direito de voto das 09h00 (08h00 em Lisboa) até às 20h00 (19h00) para escolher 350 deputados e 208 senadores das Cortes Gerais.

Destes 37 milhões de eleitores, um total de 226.771 vão exercer o seu direito de voto pela primeira vez numas eleições gerais, uma vez que fizeram 18 anos depois da consulta realizada em abril.

Assim que as urnas encerrarem, as televisões irão revelar sondagens feitas à boca das urnas durante o dia e a partir das 21h00 (20h00) começarão a sair os resultados.

11h35 - Líder do PP pede a espanhóis que votem "em massa"
O líder do Partido Popular espanhol, Pablo Casado, apelou hoje aos espanhóis que votem "em massa" e desejou que destas eleições saia "um resultado claro" que permita encontrar uma solução política para ultrapassar o atual impasse.

Acompanhado pela mulher, Pablo Casado exerceu o seu direito de voto cerca de uma hora e meia depois da abertura das urnas no Colégio de Nossa Senhora do Pilar, em Madrid, tendo referido aos jornalistas que o PP fechou a campanha eleitoral "com muito otimismo e com muito boas perspetivas".

09h30'Líder do PSOE e primeiro-ministro espanhol em funções já votou
O primeiro-ministro espanhol em funções, Pedro Sánchez, foi um dos primeiros líderes partidários a votar nas legislativas que hoje decorrem, as quartas que Espanha promove em quatro anos, aproveitando para lembrar que o exercício do voto reforça a democracia.

As eleições foram convocadas em setembro pelo Rei de Espanha, depois de constatar que o primeiro-ministro socialista em funções, Pedro Sánchez, não conseguiu reunir os apoios parlamentares suficientes para voltar a ser investido no lugar.

Pedro Sánchez votou em Pozuelo de Alarcon, perto de Madrid.

09h00'
- As urnas abriram em Espanha às 09h00 locais (08h00 em Lisboa) para as eleições legislativas, as quartas em quatro anos, com as sondagens a indicar uma maior fragmentação do voto.

No total foram instaladas quase 60.000 mesas e mais de 210.000 urnas em 50 províncias e nas cidades de Ceuta e Melila, no norte de África.

Os cerca de 37 milhões espanhóis podem exercer o seu direito de voto das 09h00 (08h00 em Lisboa) até às 20h00 (19h00) para escolher 350 deputados e 208 senadores das Cortes Gerais.

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