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Correio da Manhã

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Espanhóis voltam às urnas para tentar acabar com bloqueio político

Sondagens indicam que nem a esquerda nem a direita deverão conseguir alcançar a maioria nas eleições deste domingo.
Ricardo Ramos 10 de Novembro de 2019 às 01:30
Pablo Casado, Pedro Sánchez, Santiago Abascal, Pablo Iglesias e Albert Rivera no debate de segunda-feira
Milhares de pessoas protestaram nas ruas de Barcelona
Pablo Casado, Pedro Sánchez, Santiago Abascal, Pablo Iglesias e Albert Rivera no debate de segunda-feira
Milhares de pessoas protestaram nas ruas de Barcelona
Pablo Casado, Pedro Sánchez, Santiago Abascal, Pablo Iglesias e Albert Rivera no debate de segunda-feira
Milhares de pessoas protestaram nas ruas de Barcelona
Os espanhóis voltam este domingo às urnas pela quarta vez em quatro anos para tentar desfazer o bloqueio político que impediu a formação de um governo estável após as eleições de abril último, mas as sondagens são pouco animadoras.

Tudo indica que nenhum dos blocos políticos deverá alcançar a maioria no Parlamento, fazendo prever novo impasse na formação do governo e há já mesmo quem fale na inevitabilidade de novas eleições.

Todas as sondagens publicadas durante a campanha eleitoral dão a vitória ao PSOE, do PM Pedro Sánchez, embora com menos votos do que em abril. À sua esquerda, o Unidas Podemos também deverá perder votos, dificultando a exigência de Pablo Iglesias de formar um governo de coligação com os socialistas, já rejeitada por Sánchez nas últimas eleições.

O cenário repete-se à direita, onde muito embora o PP e o Vox devam ganhar votos - o partido de extrema-direita poderá mesmo passar de quinto para terceiro partido - a prevista queda do Cidadãos deverá complicar uma maioria a três.

Cientes das dificuldades, os líderes dos principais partidos usaram os discursos de encerramento da campanha para apelar ao voto útil. Enquanto Pedro Sánchez procurou assumir-se como único garante de estabilidade e travão da extrema-direita, Pablo Casado, do PP, tentou roubar votos ao Vox e ao Cidadãos alertando que o centro-direita "não pode voltar a marcar golos na própria baliza".

Já Albert Rivera mostrou-se confiante na resiliência do Cidadãos perante as sondagens negativas e abriu a porta a apoiar um governo minoritário de Sánchez, enquanto Iglesias insistiu numa "coligação sem vetos" com os socialistas e Santiago Abascal, do Vox, apelou ao voto dos "esquecidos pela esquerda".

Radicais queriam sabotar o ‘clássico’ Barcelona-Madrid
Radicais separatistas dos Comités de Defesa da República (CDR) planearam sabotar o ‘clássico’ FC Barcelona-Real Madrid de 26 de outubro, jogo que acabou por ser adiado para dezembro. Segundo o ‘El Mundo’, os radicais tencionavam cortar estradas para impedir a chegada do autocarro do Real Madrid ao Camp Nou e, se esta estratégia não resultasse, pretendiam cortar a eletricidade no estádio, impedindo a transmissão televisiva e forçando o cancelamento da partida.

Manifestações independentistas na Catalunha em Dia de Reflexão
O movimento independentista Tsunami Democrático organizou este sábado mais de 300 manifestações na Catalunha em pleno Dia de Reflexão, incluindo uma concentração que juntou vários milhares de pessoas no centro de Barcelona e que foi descrita como um "desafio" à Junta Eleitoral. Os protestos decorreram de forma pacífica e sem a participação de dirigentes dos principais partidos independentistas, Juntos Pela Catalunha e ERC.

SAIBA MAIS
36,8 milhões de eleitores estão registados para votar. Participação nas últimas eleições, em abril, foi de 75,7%.

PSOE venceu sem maioria
O partido mais votado em abril foi o PSOE, com 28,6% e 123 deputados, seguido pelo PP, com 16,7% e 66 deputados.

Quatro eleições em 4 anos
Mariano Rajoy (PP) venceu as eleições de dezembro de 2015 mas foi incapaz de formar governo. Voltou a vencer em junho de 2016 e formou governo minoritário mas foi derrubado em maio de 2018. Sánchez (PSOE) venceu em abril deste ano mas não conseguiu formar governo.
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