Advertência foi feita pelo secretário do Tesouro dos EUA.
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O secretário do Tesouro norte-americano advertiu que o Governo da Venezuela não tem legitimidade para pedir empréstimos internacionais e pediu medidas para que os funcionários corruptos não abusem do sistema financeiro internacional.
"Os credores, privados ou públicos, que proporcionem um novo financiamento ao regime [do Presidente Nicolás] Maduro, estão a emprestar a um Governo sem legitimidade para pedir empréstimos em nome da Venezuela", explicou Steven Mnuchin, em comunicado.
O documento foi divulgado à margem do encontro de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), após uma reunião com ministros da Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Espanha, França, Guatemala, Inglaterra, Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai e Peru.
No comunicado, os responsáveis indicaram ter sido analisada a situação de "catástrofe humanitária e económica na Venezuela" e que "as políticas do regime do Presidente Maduro têm consequências que se estendem além das fronteiras da Venezuela", ameaçando a estabilidade e a segurança da região.
"A destruição da economia, pelo regime de Maduro, tem criado uma crise humanitária" que está a "provocar um grande êxodo de venezuelanos", em fuga da "falta de segurança e de oportunidades económicas", acrescentou.
O Presidente Nicolás Maduro "continua a recusar as ofertas de assistência humanitária internacional, para abordar a saúde e o bem-estar da cada vez mais empobrecida população da Venezuela", sublinhou.
Maduro "tem dirigido uma diminuição das importações de alimentos a uma rede de distribuição administrada pelo Governo", indicou.
De acordo com os participantes, "o controlo do Governo sobre a distribuição de alimentos é um mecanismo para o controlo social".
Segundo o comunicado, "ao notar o declive na produção petrolífera da Venezuela e o incumprimento (venezuelano) das obrigações externas, os participantes concordaram que a recuperação vai demorar tempo e requerer apoio externo significativo".
Os responsáveis "concordaram ainda permanecer coordenados, de modo a que as ferramentas da comunidade internacional estejam preparadas para um rápido arranque, quando as circunstâncias o justifiquem", concluiu.
Caracas pede à UE que desbloqueie fundos e transações do Estado
Caracas condenou as declarações da chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, sobre a situação na Venezuela e instou os 28 a desbloquear os fundos e transações do Estado venezuelano.
"A Venezuela condena energicamente as declarações feitas por Federica Mogherini, em nome da UE, em franca violação dos mais elementares princípios do direito internacional e das disposições de respeito pela soberania, a autodeterminação dos povos e a não ingerência nos assuntos internos dos Estados, estabelecidas na Carta da Nações Unidas", de acordo com um comunicado do Governo de Caracas.
No documento, o ministro de Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, instou a Alta Representante da UE para a Política Externa "a realizar as gestões justas e correspondentes para que as instituições financeiras europeias desbloqueiem os fundos e transações do Estado venezuelano, em sinal da independência perante a submissão que têm mostrado relativamente às medidas coercitivas, unilaterais e ilegais da administração de Donald Trump contra a economia e o povo da Venezuela".
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