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Vídeo que mostra agressões sexuais gera onda de protestos e revolta na Índia

Dezenas de mulheres revoltadas incendiaram a casa do principal suspeito.

21 de julho de 2023 às 17:58
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Grupo de mulheres incendeia casa de suspeito de agressão sexual na Índia

Um vídeo divulgado esta semana nas redes sociais mostra duas mulheres a sofrerem agressões sexuais no estado indiano de Manipur. O incidente que ocorreu há dois meses está a gerar uma onda de protestos. 

O caso remete a maio deste ano, quando dois homens arrastaram duas mulheres de uma tribo indiana para o meio da rua e submeteram-nas a agressões sexuais por uma multidão de homens.

Os homens divulgaram um vídeo que mostra as mulheres a serem apalpadas enquanto eram obrigadas a desfilar nuas, em direção a um campo onde alegadamente foram violadas.

"Se não tirares a roupa, nós vamos matar-te", consegue-se ouvir no vídeo que indignou o país, citado pelo The Guardian.

O vídeo foi divulgado quando se dava o início de confrontos entre grupos rivais no estado indiano de Manipur, as comunidades ‘Meitei’ e ‘Kuki’. Desde o início do conflito, aldeias foram queimadas e mais de 60 mil habitantes foram deslocados. A comunidade Kuki alega, de acordo com o The Guardian, que está a lutar por um estado independente.

"Todo o país foi envergonhado": Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, falou pela primeira vez ao país após dois meses da divulgação das imagens.

"Quero garantir à nação que nenhum culpado será poupado. O que aconteceu com as filhas de Manipur nunca poderá ser perdoado. Ao lado deste templo da democracia, o meu coração está cheio de dor e raiva", acrescentou após ser criticado por permanecer em silêncio sobre o conflito que gerou 140 mortes e alegadamente duas agressões sexuais.

O principal suspeito do ato de agressão sexual é um residente do estado indiano de Manipur e foi detido esta quinta-feira, horas depois de Narendra Modi falar ao país. De acordo com a Reuters, mais três pessoas foram detidas e as autoridades dizem estar a tentar localizar pelo menos mais 30 pessoas envolvidas no crime.

Esta sexta-feira, dezenas de mulheres dirigiram-se à casa do principal suspeito e, com paus compridos e feno, incendiaram a habitação. 

"As mulheres atiraram pedras e queimaram partes da casa pertencente ao principal suspeito", disse, citado pela Reuters, Hemant Pandey, alto funcionário da polícia de Imphal.

Os protestos contra o conflito entre as comunidades rivais, que resultou em agressões sexuais divulgadas publicamente, foram marcados, em várias regiões da Índia, por grupos de defesa dos direitos humanos.

Os manifestantes exigem investigações rápidas sobre o acidente que cria dúvidas acerca da segurança das mulheres indianas.

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