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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Violada e torturada durante duas horas

O pai e o tio de uma jovem que durante mais de duas horas e meia foi torturada, violada e depois morta – em mais um dos chamados ‘assassínios de honra’ – foram ontem condenados a prisão perpétua. O crime ocorreu em Janeiro do ano passado no Reino Unido. O cadáver em decomposição da vítima, Banaz Mahmod, uma rapariga curda de 20 anos, foi encontrado em Abril numa mala enterrada num jardim de Birmingham.

21 de julho de 2007 às 00:00

Mahmod Mahmod, de 54 anos, terá de cumprir pelo menos 20 anos de prisão pelo assassinato de Banaz, enquanto o seu irmão, Ari Mahmod, de 51, pelo menos 23. Já Mohamad Hama, de 30 anos, recrutado pelo pai e pelo tio da vítima, foi condenado a 17 anos de prisão. Ontem, dia em que foi decretada a sentença, foram divulgados os contornos do homicídio e dos horríveis sofrimentos por que passou a jovem a mando dos próprios familiares. E tudo porque a família discordava do namoro da filha com Rahmat Suleimani, um curdo iraniano de 28 anos que pagou a factura de não ser um muçulmano conservador.

Brutalmente violada e submetida a actos sexuais degradantes, Banaz foi também torturada durante mais de duas horas e meia. Posteriormente foi estrangulada. Uma conversa de Mohamad Hama com um amigo, secretamente gravada na prisão, permitiu conhecer os pormenores do crime. “Esbofeteei-a e forniquei-a”, admitiu o primeiro. Ele e o amigo riram quando Hama contou como tudo se passou na casa da família da vítima, em Londres, sob a “supervisão” do tio desta.

Recorde-se que Banaz Mahmod contou à polícia, por quatro vezes, que receava pela sua vida, mas o repto não foi levado a sério.

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